Ministra do Trabalho acusa Portugal de pensar pequeno durante debate tenso sobre a nova lei laboral
A Assembleia da República debate a polémica revisão da lei laboral do Governo. O primeiro-ministro promete ouvir os deputados e aceitar melhorias antes da votação final marcada para esta sexta-feira.

A Assembleia da República debate a polémica revisão da lei laboral do Governo. O primeiro-ministro promete ouvir os deputados e aceitar melhorias antes da votação final marcada para esta sexta-feira.
Críticas duras à oposição
Maria do Rosário Palma Ramalho não poupou nas palavras. A ministra do Trabalho afirmou de forma categórica que Portugal se habituou a pensar pequeno.
A governante deixou também avisos ao Partido Socialista. Acusou os socialistas de agirem como se ainda estivessem no poder e de lidarem mal com opiniões diferentes.
Para defender a reforma, a ministra citou relatórios recentes da OCDE, União Europeia e FMI. Estes estudos alertam para a rigidez das leis portuguesas que travam a produtividade. O Executivo sublinha que nenhum trabalhador vai perder direitos.
Esquerda contra-ataca e direita procura acordos
As bancadas à esquerda responderam com indignação. O Bloco de Esquerda acusou o Governo de prejudicar quem realmente move a economia do país. O Livre apontou o dedo à diabolização dos mais pobres. O PCP garantiu que a luta de classes está viva na sociedade.
No espetro oposto, a Iniciativa Liberal elogiou a direção da proposta. O Chega abriu portas ao diálogo com o PSD, mas exige escolher um lado que exclua o PS. O PSD mostra-se confiante na aprovação da lei para discussão na especialidade.
Protestos na rua e alertas de natalidade
O descontentamento chegou à porta do parlamento. A CGTP organizou um protesto sonoro em São Bento contra as novas medidas. O PSD desvalorizou a manifestação e criticou a postura sindical.
Além-fronteiras, vários emigrantes portugueses assinaram uma carta aberta a exigir o chumbo da reforma.
O debate contou ainda com o alerta do JPP para a crise demográfica. Filipe Sousa questionou as constantes dificuldades que o país coloca aos jovens que desejam ter filhos.





























