Revisão da lei laboral agita Parlamento entre exigências do Chega e críticas ao passado
A revisão da lei laboral enfrenta um teste decisivo esta sexta-feira na Assembleia da República. O Governo procura aprovar o documento na generalidade e admite negociar alterações para viabilizar a pr...

A revisão da lei laboral enfrenta um teste decisivo esta sexta-feira na Assembleia da República. O Governo procura aprovar o documento na generalidade e admite negociar alterações para viabilizar a proposta. Os bastidores movem-se com rapidez para evitar um chumbo iminente.
Exigências da direita
O Chega lidera as conversações paralelas com o Partido Social Democrata. O deputado Bruno Nunes lançou um ultimato ao Executivo: as negociações só avançam se o Governo excluir o Partido Socialista do diálogo. A oposição de direita exige mudanças profundas e recusa aceitar o documento na sua forma original.
Fim do pensamento pequeno
A ministra do Trabalho abriu o debate com um discurso duro. Maria do Rosário Palma Ramalho acusou o país de cultivar a estagnação e de "pensar pequeno". A governante lamentou a queda nacional para a cauda da Europa, sublinhando que vários países de leste já ultrapassaram a economia portuguesa.
Ataque à herança socialista
A governante apontou baterias à oposição de esquerda. A ministra lembrou os 20 anos de governação socialista para responsabilizar diretamente o PS pelo atual estado da economia. O Executivo garante que a nova proposta reflete fielmente o acordo de concertação social assinado em outubro.
Defesa das microempresas
O tecido empresarial mereceu especial atenção durante a intervenção inicial. Maria do Rosário Palma Ramalho classificou como um erro grave a diabolização das empresas. A ministra recordou que as microempresas compõem 96 por cento do setor privado nacional e exigem políticas ajustadas à sua dimensão.





























