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POLITICA

Ministro da Agricultura rejeita exclusão de reformados nos apoios ao rendimento

José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura, rejeitou qualquer proposta que exclua agricultores reformados do acesso aos apoios ao rendimento. A posição foi assumida durante a reunião de ministros ...

Ministro da Agricultura rejeita exclusão de reformados nos apoios ao rendimento
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Governo defende igualdade no acesso a subsídios agrícolas

José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura, rejeitou qualquer proposta que exclua agricultores reformados do acesso aos apoios ao rendimento. A posição foi assumida durante a reunião de ministros da agricultura da União Europeia, no Luxembburgo.

O governante classificou como "discriminatória, ilegal e contraproducente" a eventual exclusão deste grupo. Segundo Fernandes, a medida levaria ao abandono do território e seria desproporcional face ao objetivo da renovação geracional.

Agricultores recebem menos de 40% comparado com outras profissões

O Ministro sublinhou a discrepância salarial no setor: os agricultores auferem menos de 40% do rendimento de outras profissões. Este desequilíbrio torna essencial o reforço dos rendimentos, especialmente para atrair jovens para a atividade.

Portugal insiste na necessidade de a Comissão Europeia avançar com um plano dotado de financiamento próprio. O objetivo é permitir que os agricultores façam face ao aumento dos custos de produção e dos fertilizantes.

Impacto da guerra e das catástrofes naturais

José Manuel Fernandes alertou para os múltiplos desafios que o setor enfrenta. Depois das tempestades recentes, a guerra elevou drasticamente os custos de produção.

O governante defende um quadro comum europeu que evite distorções no mercado interno através das ajudas de Estado. Segundo o Ministro, é fundamental garantir concorrência leal e permitir que o Orçamento da União Europeia intervenha no apoio às florestas.

Estratégia comum para a floresta europeia

Portugal acolheu positivamente o plano da Comissão Europeia para coordenar a prevenção e combate aos incêndios florestais entre os estados-membros.

Apesar de não existir uma política europeia comum para as florestas, Fernandes considera essencial uma estratégia partilhada. "Não há barreiras nas florestas e quando arde a floresta somos todos prejudicados", afirmou.

Valorização da floresta privada

Com 97% da floresta portuguesa em mãos privadas, o Ministro defendeu a rentabilização e valorização deste património. A investigação e inovação devem ter papel central na prevenção de incêndios.

A Comissão Europeia aprovou recentemente um pacote de 250 milhões de euros em ajudas estatais para o setor florestal português. O financiamento destina-se a apoiar a reflorestação de áreas afetadas por catástrofes naturais e a compensar proprietários de terrenos envolvidos nos processos de recuperação.

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