Relatório do apagão recomenda gémeo digital para o sistema elétrico português
O Governo português recebeu um conjunto de recomendações do Grupo de Aconselhamento Técnico que apontam para a necessidade de criar um gémeo digital do sistema elétrico ibérico. A proposta surge depoi...

Proposta de réplica virtual do sistema ibérico
O Governo português recebeu um conjunto de recomendações do Grupo de Aconselhamento Técnico que apontam para a necessidade de criar um gémeo digital do sistema elétrico ibérico. A proposta surge depois de o grupo ter analisado durante um ano as vulnerabilidades do Sistema Elétrico Nacional, na sequência do apagão que afetou o país.
Esta réplica virtual permitirá antecipar riscos e identificar falhas antes que causem problemas na rede. O objetivo passa por operar o sistema de forma preventiva, preditiva e automatizada.
Estabilidade e controlo de tensão em foco
O relatório destaca três prioridades: garantir a estabilidade e robustez do sistema, reforçar o controlo dinâmico de tensão e assegurar uma resposta rápida a perturbações. Para isso, o grupo defende que são necessários mais investimentos em tecnologia e inovação.
O executivo de Luís Montenegro já está a atuar em duas frentes. Por um lado, coloca a tónica nos investimentos em tecnologias de controlo de tensão. Por outro, quer encurtar e simplificar os processos de aprovação, que atualmente demoram três a quatro anos e ficam desatualizados quando são finalmente aprovados.
Assembleia da República deve ter mais intervenção
O documento aponta ainda falhas no processo de planeamento das redes e sugere um maior envolvimento da Assembleia da República. Os planos de infraestruturas chegam tarde e perdem relevância devido aos atrasos burocráticos.
Está também previsto um estudo sobre os Custos Totais do Sistema, numa altura em que a transição energética para as renováveis tornou os mercados mais voláteis e aumentou o risco operacional.
Coordenação ibérica e liderança clara
O Grupo de Trabalho defende uma maior coordenação no sistema elétrico nacional e reforça a necessidade de cooperação ibérica e europeia. A transição para fontes renováveis exigiu investimentos avultados e criou novos desafios que só podem ser geridos com uma liderança clara e articulação transfronteiriça.



























