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POLITICA

Saab propõe produção de componentes do Gripen em Portugal

A fabricante sueca Saab apresentou uma proposta ambiciosa para o fornecimento de caças ao Estado português. A empresa quer integrar Portugal na cadeia de produção do Gripen-E, com possibilidade de mon...

Saab propõe produção de componentes do Gripen em Portugal
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Parceria industrial pode trazer montagem de caças à OGMA

A fabricante sueca Saab apresentou uma proposta ambiciosa para o fornecimento de caças ao Estado português. A empresa quer integrar Portugal na cadeia de produção do Gripen-E, com possibilidade de montar componentes na OGMA, em Alverca.

Daniel Boestad, vice-presidente e diretor da área de negócio Gripen, confirmou que existe "potencial" para transferir parte do processo de montagem para território nacional. A proposta vai além: a Saab admite realizar a assemblagem final dos aparelhos em Portugal, bem como operações de manutenção e reparação.

Modelo inspirado na parceria com o Brasil

A estratégia replica o acordo estabelecido com a Força Aérea brasileira. Através da Embraer, o Brasil já produz partes do Gripen em território nacional, num modelo semelhante ao que Portugal mantém com a mesma empresa na produção das aeronaves KC-390.

Segundo Boestad, o objetivo passa por criar postos de trabalho qualificados, embora a empresa não avance com números concretos sobre o potencial de emprego.

Empresas portuguesas já participam no projeto

Portugal já fornece materiais para a construção do Gripen. A Saab identificou empresas como a Vangest (Marinha Grande), a metalúrgica Ristaltek e a Thyssenkrupp como parceiras atuais no fornecimento de componentes.

A fabricante sueca está a expandir estas parcerias através de memorandos de entendimento com entidades portuguesas. A Critical Software desenvolve atualmente um programa baseado em inteligência artificial que permite o treino de pilotos através de simulação virtual.

Concorrência pela substituição dos F-16

A Saab enfrenta forte concorrência pela renovação da esquadra portuguesa. Os Estados Unidos apresentam os F-35, enquanto o consórcio europeu que inclui a Airbus propõe os Eurofighters.

O responsável da Saab garantiu que o custo total do programa Gripen, considerando todo o ciclo de vida, representa "um terço" do valor face aos concorrentes no mercado.

O Governo português ainda não iniciou formalmente o processo de substituição dos F-16. O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, afirmou que a escolha seguirá critérios técnicos, sem manifestar preferência por qualquer fornecedor.

Capacidades técnicas do Gripen-E

Os responsáveis da Saab destacaram a flexibilidade da aeronave. O caça permite alterar configurações através de software complexo, possibilitando mudanças rápidas nas capacidades operacionais.

Atualmente, o Gripen equipa as forças aéreas da Suécia, África do Sul, Hungria, República Checa, Tailândia e Brasil. A adesão da Suécia à NATO há dois anos e o aumento dos gastos em Defesa na Europa reforçam a aposta da Saab no mercado internacional.

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