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POLITICA

Setor pirotécnico avisa que não sobrevive a nova paragem estival

As empresas de pirotecnia garantem que não vão resistir a mais uma época de verão com a atividade suspensa. A ANEPE – Associação Nacional de Empresas de Produtos Explosivos – exige que o Governo deixe...

Setor pirotécnico avisa que não sobrevive a nova paragem estival
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Empresas pedem diálogo e rejeitam ligação aos fogos florestais

As empresas de pirotecnia garantem que não vão resistir a mais uma época de verão com a atividade suspensa. A ANEPE – Associação Nacional de Empresas de Produtos Explosivos – exige que o Governo deixe de aplicar proibições automáticas e tome decisões baseadas em evidência científica.

Lina Guedes, presidente da associação, rejeita que todo um setor continue a ser penalizado por "perceções" sem fundamento. "Pedimos decisões informadas, proporcionais e sustentadas em dados. Não queremos a repetição de medidas que já provaram ser injustas", afirmou em comunicado.

Alertas do Governo motivam resposta do setor

A reação da ANEPE surge depois de o ministro da Administração Interna, Luís Neves, ter antecipado um verão difícil em termos de incêndios florestais. As empresas criticam os despachos que, todos os anos, proíbem a atividade pirotécnica sem distinguir entre práticas legais e ilegais.

Segundo a associação, não existe qualquer relação comprovada entre a pirotecnia licenciada e os fogos rurais. O setor defende que as restrições generalizadas ignoram a realidade e prejudicam empresas que operam dentro da lei.

Pedidos de reunião ignorados há meses

Desde agosto de 2025, a ANEPE tem solicitado audiências ao primeiro-ministro Luís Montenegro e ao ministro Luís Neves, sem obter resposta. A associação considera que esta ausência de diálogo revela "uma preocupante falta de disponibilidade" do Governo para ouvir o setor.

As empresas alertam que, sem apoios financeiros ou flexibilização das restrições, muitas não vão conseguir sobreviver economicamente a mais uma época de paragem forçada.

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