UE prepara protocolo de defesa mútua após tensões no Mediterrâneo
A Comissão Europeia vai desenvolver um plano operacional que define os procedimentos a adotar caso um Estado-membro seja alvo de agressão. O compromisso foi assumido durante a cimeira informal de líde...

Comissão Europeia vai criar plano operacional de resposta
A Comissão Europeia vai desenvolver um plano operacional que define os procedimentos a adotar caso um Estado-membro seja alvo de agressão. O compromisso foi assumido durante a cimeira informal de líderes europeus em Chipre.
O documento vai esclarecer como funciona, na prática, o artigo 42.7 dos tratados da União Europeia — a cláusula de defesa mútua que obriga os 27 a prestarem auxílio a qualquer país do bloco atacado.
Chipre exige clareza sobre mecanismos de proteção
Nikos Christodoulides, Presidente cipriota, confirmou o acordo alcançado à margem do segundo dia da cimeira em Nicósia. O líder explicou que o plano vai responder a questões essenciais: qual o primeiro país a intervir, que recursos podem ser mobilizados e como se coordena a resposta.
"Se França decidir ativar o artigo 42.7, precisamos de saber qual será o primeiro Estado-membro a responder e que meios poderão ser mobilizados", afirmou Christodoulides aos jornalistas.
Artigo só foi usado uma vez em toda a história da UE
A cláusula de defesa coletiva foi ativada apenas uma ocasião desde a criação da União Europeia: em 2016, após os ataques terroristas em Paris. França invocou então o apoio dos parceiros europeus.
Agora, após os recentes ataques atribuídos ao Irão contra alvos em Chipre no início de março, a questão voltou à agenda. Christodoulides tem pressionado Bruxelas e os restantes capitais europeias a "darem substância" ao mecanismo.
Países dentro e fora da NATO apoiam a iniciativa
O Presidente cipriota manifestou satisfação com o consenso alcançado. "Fico muito contente que todos os Estados-membros — seja os que pertencem à NATO, seja os que não pertencem — vejam a necessidade de ter um plano operacional", declarou.
Chipre não integra a Aliança Atlântica, o que torna o artigo 42.7 particularmente relevante para a sua estratégia de segurança. O país tem insistido na criação de procedimentos claros que permitam uma resposta rápida e coordenada em caso de crise.



























