PUBLICIDADE
PORTUGAL

Atrasos nos exames levam Ministério da Educação a convocar conferência de imprensa urgente

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, e o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, falam hoje ao país, às 12:00. O objetivo é esclarecer a polémica em torno dos exames...

Atrasos nos exames levam Ministério da Educação a convocar conferência de imprensa urgente
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, e o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, falam hoje ao país, às 12:00. O objetivo é esclarecer a polémica em torno dos exames nacionais do Ensino Secundário e das provas finais do 9.º ano.

A convocatória surgiu na noite de domingo, num momento de grande indefinição e apreensão nas escolas portuguesas.

Caos na divulgação das notas do básico

Os resultados das provas finais do 9.º ano sofreram atrasos significativos. O organismo responsável pela avaliação (EduQA) decidiu adiar a entrega destas pautas para priorizar os exames do secundário. A urgência prende-se com o arranque do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior, agendado para esta segunda-feira.

O Júri Nacional de Exames garantiu que enviaria os resultados às escolas até ao final de domingo. A meta era afixar as classificações até às 09:30 de hoje. Contudo, os coordenadores escolares relataram que os ficheiros informáticos ainda não tinham chegado aos estabelecimentos de ensino perto da meia-noite.

Notas suspensas no secundário

A confusão afeta igualmente os alunos mais velhos. Na sexta-feira, as escolas começaram a receber os ficheiros de classificação apenas durante a noite. Nesse processo, cerca de 1.400 estudantes depararam-se com as notas temporariamente suspensas.

Os dados em falta só foram enviados para as direções escolares durante o dia de domingo. O EduQA justificou a retenção temporária das classificações com a necessidade de garantir o máximo rigor, transparência e equidade entre todos os candidatos.

Problemas na correção digital

A origem destes constrangimentos está na transição para a correção digital. Após uma fase piloto no último ano letivo, a massificação da medida revelou falhas.

As sucessivas dificuldades operacionais obrigaram o Ministério da Educação a falhar os prazos iniciais. Esta derrapagem no calendário oficial gerou um clima de enorme ansiedade entre alunos, encarregados de educação e professores de todo o país.

PUBLICIDADE