O Estreito de Bab el-Mandeb é o novo alvo dos Houthis para estrangular o petróleo saudita
O fornecimento global de petróleo arrisca uma quebra dramática. Os Houthis anunciaram um embargo marítimo imediato contra a Arábia Saudita no Estreito de Bab el-Mandeb.

O fornecimento global de petróleo arrisca uma quebra dramática. Os Houthis anunciaram um embargo marítimo imediato contra a Arábia Saudita no Estreito de Bab el-Mandeb.
A milícia iemenita promete aplicar a regra do "olho por olho". O objetivo passa por retaliar contra o bloqueio imposto por Riade ao Iémen há vários anos.
O impacto no mercado de energia
Esta decisão ameaça fechar a principal via de escoamento de crude da Arábia Saudita. Riade usa este corredor no Mar Vermelho para exportar cerca de 3,5 milhões de barris diários.
A maioria destas exportações destina-se ao mercado asiático. Um bloqueio total pode retirar 7% do petróleo disponível a nível global.
O Estreito de Ormuz já sofre fortes condicionamentos pelo Irão. Assim, o Mar Vermelho funcionava como a principal alternativa para a economia saudita manter o fluxo de exportações.
Tensão afasta navios comerciais
O alerta houthi gera consequências imediatas. O simples anúncio da ameaça cria forte incerteza e afasta os navios comerciais da região.
As transportadoras marítimas continuam a procurar rotas alternativas. Muitas empresas desviam as embarcações para o Cabo da Boa Esperança, contornando todo o continente africano.
Esta alteração forçada das rotas aumenta os prazos de entrega. O desvio encarece também os custos globais de transporte.
A coordenação com o Irão
O porta-voz militar Yahya Saree justifica a escalada com as restrições sauditas. Acusa Riade de asfixiar os portos e aeroportos do Iémen com um cerco prolongado.
A ameaça atual surge dias após a Guarda Revolucionária do Irão sugerir novas ações. Teerão recomendou apertar o cerco às rotas mundiais de energia, destacando especificamente Bab el-Mandeb.
O presidente da petrolífera estatal saudita Aramco admitiu a fragilidade da situação. Yasir al-Rumayyan classificou recentemente o Mar Vermelho como uma tábua de salvação face à pressão constante no Golfo Pérsico.




























