Sismos na Venezuela causam 5278 mortos um mês após a tragédia
Quase um mês após o duplo sismo que abalou a região de Caracas, as autoridades venezuelanas confirmaram a morte de 5278 pessoas. O novo balanço acrescenta 70 vítimas mortais aos dados mais recentes.

Quase um mês após o duplo sismo que abalou a região de Caracas, as autoridades venezuelanas confirmaram a morte de 5278 pessoas. O novo balanço acrescenta 70 vítimas mortais aos dados mais recentes.
A catástrofe regista ainda 16.740 feridos e quase 18 mil pessoas sem teto. Atualmente, mais de 23 mil sobreviventes vivem em 107 acampamentos temporários espalhados pelo país.
O Presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, divulgou os números oficiais através do Telegram. Desde 24 de junho, o duplo terramoto gerou mais de 1400 réplicas e destruiu por completo 190 edifícios.
Impacto na comunidade portuguesa
A comunidade luso-venezuelana sofreu perdas graves com este desastre. O Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou a morte de 121 portugueses e lusodescendentes.
Entre as vítimas mortais contabilizam-se 23 menores e 98 adultos. As autoridades procuram ainda 49 cidadãos portugueses que permanecem desaparecidos.
Portugal e outros estados da União Europeia mantêm equipas de busca e salvamento no terreno para apoiar as operações de resgate.
Governo avança com realojamentos
O executivo venezuelano começou a entregar as primeiras casas a 240 famílias desalojadas. A presidente interina, Delcy Rodríguez, assumiu a liderança deste processo.
O plano oficial prevê entregas mensais de habitações. A meta passa por atribuir quatro mil casas até ao final do ano e superar as 10 mil até 2027, através da recuperação de estruturas inacabadas.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram o país a 200 quilómetros da capital. Ocorreram com menos de um minuto de intervalo e deixaram um rasto de destruição massiva.





























