A avaliação dos exames nacionais leva o ministro da Educação ao Parlamento num clima de forte contestação
Milhares de alunos iniciam hoje a segunda fase dos exames do ensino secundário sob um clima de incerteza. As falhas informáticas e os erros na correção da primeira fase minaram a confiança dos estudan...

Milhares de alunos iniciam hoje a segunda fase dos exames do ensino secundário sob um clima de incerteza. As falhas informáticas e os erros na correção da primeira fase minaram a confiança dos estudantes.
O caos gerado pela digitalização motiva a audição do ministro da Educação, Ciência e Inovação no Parlamento. Fernando Alexandre responde esta terça-feira perante os deputados.
O escrutínio político
A convocatória partiu do PCP e do Livre. Os partidos exigem explicações sobre o colapso na divulgação das pautas.
A oposição aumenta a pressão. O PS e o Chega pedem a alteração do calendário de acesso ao ensino superior e a gratuitidade nos pedidos de reapreciação das provas.
Fernando Alexandre afasta a demissão. O governante sublinha que a decisão cabe ao primeiro-ministro e reforça o desejo de concretizar uma reforma profunda no sistema educativo.
Erros e protestos dos alunos
Os atrasos marcaram os últimos dias. As escolas receberam as notas de forma faseada devido a falhas identificadas pelo Júri Nacional de Exames.
Milhares de estudantes de Física e Química e de Geografia viram as suas classificações alteradas à última hora. Os erros na avaliação de critérios específicos obrigaram a novas correções.
A indignação levou dezenas de alunos a protestar frente ao Ministério da Educação. Os estudantes temem que as classificações finais continuem incorretas.
Arranque da segunda fase
O Governo recusa adiar o concurso nacional de acesso ao ensino superior. O prazo de candidatura termina a 6 de agosto.
A segunda fase de exames arranca com a prova de Português e encerra sexta-feira com Inglês. Os alunos do 9.º ano também iniciam hoje as suas provas finais.
O Ministério da Educação garante uma época especial em setembro. Os estudantes prejudicados pelas falhas na digitalização podem realizar novos exames e concorrer à segunda fase do ensino superior.
O prazo de inscrição para Geografia A foi a única exceção do calendário. Os alunos ganharam mais tempo de preparação devido aos erros tardios na avaliação.



























