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PORTUGAL

Os exames nacionais digitais justificam os riscos assumidos, defende o ministro da Educação

O arranque da segunda fase de avaliações do ensino secundário acontece num clima de incerteza. Milhares de alunos avançam para as provas com dúvidas sobre as notas da primeira fase, após atrasos e fal...

Os exames nacionais digitais justificam os riscos assumidos, defende o ministro da Educação
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O arranque da segunda fase de avaliações do ensino secundário acontece num clima de incerteza. Milhares de alunos avançam para as provas com dúvidas sobre as notas da primeira fase, após atrasos e falhas graves no sistema informático.

A aposta na transição digital

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, assegura que o formato informático veio para ficar. Durante uma audição no Parlamento, requerida pelo PCP e pelo Livre, o governante recusou a ideia de experimentalismo no setor.

Fernando Alexandre sublinha que o processo segue os melhores padrões internacionais. O responsável admite a dureza da experiência recente, mas reitera que os benefícios do novo modelo superam os problemas das últimas semanas.

Críticas políticas e falhas assumidas

A oposição aponta erros graves à tutela. A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, acusa o Executivo de tomar decisões imprudentes e de empurrar a culpa para as escolas, os professores e as famílias.

O presidente da EduQa também confirmou a existência de obstáculos. A entidade responsável pelo processo reconhece as falhas na classificação, mas promete garantir o rigor final das notas atribuídas.

Alunos realizam provas sob desconfiança

As provas recomeçam com o exame de Português do 12.º ano. O calendário termina na sexta-feira com a avaliação de Inglês. O ministério confirmou que o modelo de correção se mantém inalterado nesta etapa.

A divulgação tardia das pautas na sexta-feira à noite agravou a desconfiança dos jovens. As escolas receberam correções adicionais durante o fim de semana. Na segunda-feira, o sistema ainda retificava notas de Física e Química e de Geografia, o que motivou protestos de estudantes junto ao ministério.

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