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PORTUGAL

Portugal reforça centrais de arranque autónomo após apagão de 2024

Portugal duplicou a capacidade de resposta a falhas totais de energia. O país conta agora com quatro centrais elétricas de arranque autónomo, conhecidas como Blackstart, capazes de repor o forneciment...

Portugal reforça centrais de arranque autónomo após apagão de 2024
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Quatro barragens garantem agora recuperação da rede elétrica

Portugal duplicou a capacidade de resposta a falhas totais de energia. O país conta agora com quatro centrais elétricas de arranque autónomo, conhecidas como Blackstart, capazes de repor o fornecimento sem depender de fontes externas.

A decisão surgiu após o apagão que atingiu o continente há um ano. Na altura, a Rede Elétrica Nacional (REN) acionou as centrais Blackstart dez minutos após a falha. O processo revelou fragilidades: apenas duas instalações tinham esta capacidade e foram necessárias várias tentativas para criar as primeiras ilhas elétricas seguras.

Castelo de Bode e Tapada do Outeiro não bastavam

As centrais de Castelo de Bode e Tapada do Outeiro eram as únicas preparadas para arrancar do zero. O Governo anunciou então o reforço do sistema com duas novas instalações: Baixo Sabor e Alqueva. Os contratos foram assinados em 2024.

Desde janeiro de 2025, as novas centrais estão operacionais. O sistema instalado na barragem do Baixo Sabor, no sul do distrito de Bragança, foi testado em setembro e entrou ao serviço no primeiro dia do ano.

Três minutos para repor energia

O mecanismo Blackstart permite reiniciar a rede elétrica a partir do zero, sem energia externa. No Baixo Sabor, o sistema consegue iniciar a reposição em apenas três minutos após um apagão geral.

Esta redundância garante que Portugal tem agora maior resiliência face a falhas totais de energia, reduzindo o tempo de resposta e aumentando a segurança do abastecimento elétrico a todo o território continental.

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