Hospitais portugueses pedem simulacros de apagões e reforço de comunicações
A Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares defende a realização de simulacros de apagões prolongados nos hospitais do país. Xavier Barreto, representante da associação, aponta a ausência...

Falta de articulação entre saúde e Proteção Civil preocupa especialistas
A Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares defende a realização de simulacros de apagões prolongados nos hospitais do país. Xavier Barreto, representante da associação, aponta a ausência de um plano coordenado entre unidades de saúde e Proteção Civil como a principal falha detetada durante o apagão que afetou Portugal há um ano.
"Mais do que a infraestrutura, faltou um plano claro de articulação entre as diferentes entidades do setor da saúde e da Proteção Civil", afirma Xavier Barreto. O responsável sublinha que este plano precisa de ser criado, testado e simulado, cabendo ao Governo tomar a iniciativa.
Comunicações foram o elo mais fraco
A gestão de equipas hospitalares revelou-se particularmente difícil durante a crise energética. As falhas nas comunicações entre profissionais constituíram a "fragilidade maior", segundo reconheceu Álvaro Santos Almeida, diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), em março passado na Assembleia da República.
Xavier Barreto reforça que o problema ultrapassou a questão da autonomia energética. A falta de clareza sobre que atividades deviam parar ou continuar e a ausência de coordenação entre entidades agravaram a situação.
Grupo de trabalho estuda soluções
A Direção Executiva do SNS confirmou a criação do Grupo de Trabalho Rescue, que tem como missão definir estratégias para garantir a resiliência das infraestruturas do Ministério da Saúde. O grupo já apresentou ao Governo um plano para estabelecer uma rede de comunicações alternativa para o SNS.
Contudo, Álvaro Santos Almeida indicou que o Governo pretende resolver este problema a nível central, abrangendo áreas para além do SNS. O Ministério da Saúde não esclareceu se alguma rede de redundância já foi implementada desde o apagão.
Entre os objetivos do grupo de trabalho está a preparação de respostas para interrupções prolongadas em serviços essenciais como fornecimento elétrico, comunicações e abastecimento de água.



























