Trabalhadores de museus conquistam 60 euros por feriado trabalhado
Os trabalhadores da Museus e Monumentos de Portugal (MMP) vão receber 60 euros por cada feriado em que estejam ao serviço. O Governo e três federações sindicais assinaram hoje o acordo que põe fim a d...

Fim a dois anos de greves
Os trabalhadores da Museus e Monumentos de Portugal (MMP) vão receber 60 euros por cada feriado em que estejam ao serviço. O Governo e três federações sindicais assinaram hoje o acordo que põe fim a dois anos de protestos e greves que fecharam monumentos nacionais em dias festivos.
Novo complemento de disponibilidade
O Ministério da Cultura, Juventude e Desporto e o Ministério das Finanças anunciaram em comunicado conjunto que o valor fixo de 60 euros será pago "sem prejuízo da remuneração legalmente já prevista". O montante será atualizado anualmente de acordo com a percentagem aplicada à Tabela Remuneratória Única da Administração Pública.
O complemento aplica-se aos cerca de 950 trabalhadores de portaria e vigilância que asseguram o funcionamento dos 38 equipamentos geridos pela empresa pública.
Reivindicação de longa data
Os trabalhadores exigiam uma compensação justa pelo trabalho em feriados. Até agora recebiam menos de 20 euros líquidos, valor que consideravam "insuficiente e injusto".
As sucessivas greves encerraram alguns dos monumentos mais visitados do país em dias festivos, como o Castelo de Guimarães, o Paço dos Duques, o Convento de Cristo em Tomar, a Fortaleza de Sagres e o Palácio Nacional de Mafra.
Pacificação laboral
A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, destacou que o acordo "garante o acesso dos visitantes aos equipamentos da MMP em dias feriado" e assegura melhores condições aos trabalhadores.
Marisa Garrido, secretária de Estado da Administração Pública, afirmou que a medida "contribui para a pacificação laboral e melhoria das condições de trabalho".
O acordo foi subscrito pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), pela Federação dos Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESAP) e pela Frente Sindical, representada pelo Sindicato dos Técnicos do Estado (STE).
As greves previstas para os feriados de abril tinham sido suspensas no final de março, após a tutela ter apresentado uma proposta aos sindicatos.



























