A região Centro enfrenta falta de trabalhadores para a reconstrução pós-Kristin
A região Centro tem 3,5 mil milhões de euros disponíveis para a reconstrução pós-Kristin, mas faltam trabalhadores para executar as obras. Seis meses após o temporal, a escassez de mão de obra qualifi...

A região Centro tem 3,5 mil milhões de euros disponíveis para a reconstrução pós-Kristin, mas faltam trabalhadores para executar as obras. Seis meses após o temporal, a escassez de mão de obra qualificada na construção civil e nas florestas ameaça travar a recuperação completa do território.
Para contornar esta crise, a Estrutura de Missão prepara novas regras. Paulo Fernandes, o coordenador do projeto, quer comprimir um plano de uma década em apenas dois anos. O objetivo passa por criar soluções de escala que unam empreiteiros, empresas de logística e as obras públicas e privadas.
Formação acelerada para migrantes
As novas medidas avançam num prazo máximo de dois meses. Uma das principais estratégias passa por qualificar rapidamente a população migrante residente em Portugal. A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) desenha cursos curtos, com duração de três a quatro meses, focados no ensino prático para a construção civil.
A equipa técnica planeia ainda criar um sistema de monitorização para detetar obras atrasadas. A estratégia inclui o aproveitamento das bolsas de arquitetos e engenheiros que avaliaram os danos iniciais nas habitações.
Resposta do Estado garante verbas
Paulo Fernandes recusa qualquer falha do Estado no apoio imediato às populações afetadas. O responsável sublinha que as primeiras semanas após o temporal serviram em exclusivo para garantir serviços básicos, desobstruir estradas e repor comunicações urgentes.
A cooperação entre as autarquias, a proteção civil e as empresas devolveu a normalidade essencial às zonas atingidas. O grande obstáculo atual foca-se na execução rápida dos 3,5 mil milhões de euros já mobilizados para o terreno.





























