Madrid e Ávila respiram de alívio com o recuo das chamas antes do novo pico de calor
O agravamento meteorológico previsto para os próximos dias mantém as autoridades espanholas em alerta máximo. Contudo, o combate aos fogos florestais no centro de Espanha registou avanços decisivos du...

O agravamento meteorológico previsto para os próximos dias mantém as autoridades espanholas em alerta máximo. Contudo, o combate aos fogos florestais no centro de Espanha registou avanços decisivos durante a última madrugada.
As frentes ativas nas províncias de Madrid, Ávila e Toledo perderam intensidade. Esta trégua permite aos bombeiros consolidar posições cruciais antes da chegada da nova onda de calor.
Fernando Grande-Marlaska, ministro da Administração Interna espanhol, destacou os resultados positivos da operação noturna. As equipas reduziram a ameaça imediata, mas o governante avisa que os incêndios ainda exigem cautela máxima e avanços passo a passo.
Maior fogo da história perde força
A situação em Ávila apresenta sinais claros de estabilização. O incêndio nesta província queimou mais de 50 mil hectares e estabeleceu um trágico recorde como o maior desastre florestal documentado no país.
As equipas na serra oeste de Madrid focam agora a intervenção no arrefecimento do perímetro. Os operacionais reforçaram a vigilância no terreno para travar reativações provocadas pelo calor extremo.
Populações regressam a casa
A eficácia do combate traz alívio direto às comunidades afetadas. A proteção civil autorizou o regresso aos lares para os moradores de nove das onze localidades evacuadas em Toledo durante o fim de semana.
O estado de emergência nacional continua em vigor em Madrid, Ávila e Toledo. A violência inicial das chamas obrigou a confinar ou retirar das habitações mais de 90 mil pessoas numa questão de dias.
Os danos ambientais ganham contornos avassaladores. O fogo consumiu mais de 77 mil hectares apenas nestas três províncias centrais.
A área total ardida no país ascende a 170 mil hectares desde o início do ano. O número multiplica por seis os registos do período homólogo e atesta a extrema gravidade da atual época de incêndios.





























