Seca na Roménia obriga Dacia e Ford a suspender produção automóvel
A seca extrema na Roménia está a paralisar a indústria automóvel. A Dacia e a Ford suspenderam voluntariamente as linhas de montagem até 19 de agosto. A decisão surge em resposta à crise energética pr...

A seca extrema na Roménia está a paralisar a indústria automóvel. A Dacia e a Ford suspenderam voluntariamente as linhas de montagem até 19 de agosto. A decisão surge em resposta à crise energética provocada pelos baixos níveis de água do rio Danúbio.
O caudal do rio atingiu o ponto mais crítico dos últimos 40 anos. A falta de chuva, o baixo degelo nos Alpes e as intensas ondas de calor comprometeram o funcionamento da central nuclear de Cernavoda.
Ameaça ao fornecimento elétrico
A central de Cernavoda é vital para o país. Os seus dois reatores garantem cerca de 20% de toda a eletricidade consumida em território romeno, gerando 1.400 megawatts.
As autoridades desligaram um dos reatores no passado dia 28. As equipas técnicas tentam agora manter a segunda unidade em operação, procurando aumentar os níveis de água no sistema de arrefecimento.
O caudal do Danúbio regista apenas 1.450 metros cúbicos por segundo. As previsões indicam uma descida para os 1.400 até ao final da semana.
Plano de contenção nacional
O primeiro-ministro romeno, Ilie Bolojan, reuniu-se com 80 representantes da indústria para definir uma estratégia conjunta. A paragem das fábricas da Dacia e da Ford já garantiu uma poupança imediata de 200 megawatts.
Os grandes consumidores industriais e o Governo acordaram uma redução voluntária de energia durante o pico de procura, entre as 19:00 e as 23:00. Bolojan apelou também ao esforço diário de todos os cidadãos e instituições.
Se as medidas voluntárias falharem, o Governo avança com cortes obrigatórios nos próximos dias. Apesar do alerta, o executivo rejeita riscos de apagão e desvaloriza possíveis aumentos nos preços da eletricidade devido à importação.
Hungria segue o mesmo caminho
A crise hídrica ultrapassa as fronteiras romenas. A Hungria enfrenta o mesmo cenário de escassez no Danúbio e prepara-se para adotar medidas drásticas.
O país vizinho anunciou o encerramento do último reator ativo da sua única central nuclear nas próximas 48 horas.





























