Cuba volta a ficar às escuras após novo apagão elétrico nacional
A paralisação da economia estatal cubana agrava-se perante uma nova falha total do sistema elétrico. A ilha registou um novo apagão nacional esta segunda-feira, assinalando o segundo incidente em meno...

A paralisação da economia estatal cubana agrava-se perante uma nova falha total do sistema elétrico. A ilha registou um novo apagão nacional esta segunda-feira, assinalando o segundo incidente em menos de 24 horas e o sétimo desde o início do ano.
Fenómenos meteorológicos travam recuperação
A falha mais recente ocorreu durante a tarde, em pleno processo de restabelecimento da rede. A empresa estatal Unión Eléctrica (UNE) atribuiu o incidente a eventos meteorológicos adversos. Estes causaram danos infraestruturais e forçaram a paragem das unidades geradoras que já se encontravam a funcionar.
O Sistema Eletroenergético Nacional (SEN) sofreu um colapso total na noite de domingo. Na segunda-feira de manhã, as equipas técnicas conseguiram devolver a eletricidade a quase 15% da capital Havana e a infraestruturas críticas, incluindo 19 hospitais. No entanto, o esforço sofreu um revés imediato.
O desafio do sistema obsoleto
Félix Estrada, diretor do centro nacional de distribuição da UNE, confirmou o reinício das operações de recuperação. O processo exige a ativação de fontes de arranque simples, como a energia solar e pequenos motores geradores.
O grande objetivo passa por alimentar as centrais termoelétricas, que representam a base da geração elétrica no país. O procedimento técnico é moroso e arrasta-se frequentemente por mais de um dia até a rede estabilizar e ganhar dimensão nacional.
Sanções e escassez de combustível
O Governo cubano classifica o estado da rede energética como extremamente tenso e obsoleto. O país consome diariamente mais de 100 mil barris de petróleo, mas a extração nacional garante apenas 40 mil, o que obriga à procura de alternativas externas.
As sanções norte-americanas dificultam a importação de crude. O último fornecimento significativo chegou no final de março à baía de Matanzas. Um navio russo entregou 730 mil barris, volume que garantiu o abastecimento durante apenas duas semanas.
Os sucessivos apagões deixam com frequência a maioria dos nove milhões de habitantes sem acesso a serviços básicos. A falta contínua de energia paralisa o país, prevendo-se uma contração económica na ordem dos 6,5% este ano, o que prolonga uma quebra superior a 15% registada na última meia década.



























