A guerra em Gaza ultrapassou os 73 mil mortos enquanto o cessar-fogo permanece estagnado
O balanço trágico na Faixa de Gaza atingiu uma nova marca de devastação. O conflito já ceifou a vida a 73.001 palestinianos e deixou a maioria do território em ruínas.

O balanço trágico na Faixa de Gaza atingiu uma nova marca de devastação. O conflito já ceifou a vida a 73.001 palestinianos e deixou a maioria do território em ruínas.
A crise humanitária agrava-se diariamente de forma severa. Mais de dois milhões de residentes abandonaram as suas casas e enfrentam uma profunda escassez de alimentos e medicamentos, consequência do encerramento quase total das fronteiras.
Impasse diplomático trava reconstrução
As negociações de paz encontram-se atualmente paralisadas. O acordo mediado pelos Estados Unidos em outubro travou as grandes operações militares e garantiu a devolução dos reféns, mas os progressos estagnaram.
O Hamas recusa entregar as armas de forma definitiva. Em resposta a esta posição, as forças israelitas decidiram avançar no terreno em vez de iniciar a retirada prevista.
O diplomata Nickolay Mladenov avisa que este impasse impede qualquer avanço real. A reconstrução de Gaza, a retirada militar e a criação de um novo governo palestiniano dependem do desarmamento.
Vítimas continuam a somar
As autoridades de saúde de Gaza confirmaram a morte de mais cinco palestinianos hoje. Duas vítimas faleceram em Khan Younis, uma na zona central e duas não resistiram a ferimentos antigos.
O número de feridos já ultrapassa as 173.200 pessoas desde o início do conflito. Mulheres e crianças compõem cerca de metade das vítimas mortais.
As Nações Unidas e diversos especialistas independentes consideram os registos do ministério tutelado pelo Hamas como globalmente fiáveis.
Operações militares justificadas
Israel mantém ataques regulares dentro do enclave palestiniano. As lideranças israelitas justificam estas ações como manobras de defesa contra ameaças iminentes e respostas a quebras da trégua.
O exército israelita responsabiliza o Hamas pelas baixas civis. Acusam os militantes de operar propositadamente no meio de populações densas para esconder a sua estrutura militar.
Cinco soldados de Israel perderam a vida desde o início da pausa nos combates. O conflito eclodiu a 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou o sul de Israel, provocando a morte de 1.200 pessoas e raptando 251 reféns.





























