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Genebra blinda fronteiras e ruas para travar violência em protesto contra o G7

A cidade suíça de Genebra transformou-se numa verdadeira fortaleza para acolher milhares de manifestantes contra a cimeira do G7. Com 21 das 26 passagens fronteiriças com a França encerradas, as autor...

Genebra blinda fronteiras e ruas para travar violência em protesto contra o G7
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A cidade suíça de Genebra transformou-se numa verdadeira fortaleza para acolher milhares de manifestantes contra a cimeira do G7. Com 21 das 26 passagens fronteiriças com a França encerradas, as autoridades procuram evitar cenários de vandalismo.

Os líderes das sete economias mais ricas do mundo reúnem-se a partir de segunda-feira na localidade francesa de Évian-les-Bains. O encontro, que decorre a apenas 45 quilómetros da fronteira helvética, vai focar-se no conflito no Médio Oriente e na guerra na Ucrânia.

Tensão política entre França e Suíça

O Governo francês proibiu a realização de qualquer protesto no seu território. Esta recusa forçou o coletivo "No G7", composto por dezenas de associações e sindicatos, a virar atenções para a Suíça.

As negociações bilaterais não produziram resultados e Paris rejeitou contribuir para os custos da operação policial. Ainda assim, Genebra avançou com a autorização. As autoridades cantonais justificaram a decisão com o dever moral de garantir a liberdade de expressão na cidade que acolhe as Nações Unidas.

Aparato de segurança nas ruas

Para travar eventuais sabotagens, o contingente mobilizado atinge dimensões raras. Seis mil polícias e quatro mil militares vigiam cada movimento nas ruas.

O percurso imposto pela polícia confina a marcha à margem direita do lago de Genebra. O bloqueio da emblemática Ponte do Mont Blanc impede a multidão de aceder ao centro nevrálgico da cidade.

Alvos internacionais em alerta máximo

A rota do protesto passa muito perto da sede europeia da ONU e da Organização Mundial do Comércio. A OMC já reforçou o seu perímetro de segurança para evitar ataques ao edifício.

O fantasma da cimeira de 2003, realizada nos mesmos moldes, continua presente. Naquela ocasião, grupos extremistas aproveitaram os protestos em Genebra para causar níveis de destruição sem precedentes na cidade.

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