A especulação imobiliária no Alentejo dita o ritmo do filme 18 Buracos para o Paraíso
O cinema português atinge um novo marco de sustentabilidade com a estreia de "18 Buracos para o Paraíso". A obra do realizador João Nuno Pinto é a primeira longa-metragem de ficção nacional a conquist...

O cinema português atinge um novo marco de sustentabilidade com a estreia de "18 Buracos para o Paraíso". A obra do realizador João Nuno Pinto é a primeira longa-metragem de ficção nacional a conquistar o selo ambiental Green Film.
A produção destaca-se também pelo forte compromisso com a acessibilidade. Várias salas disponibilizam o filme com audiodescrição e legendas descritivas, garantindo o acesso a pessoas cegas e surdas.
O impacto da seca e do turismo
Após assinar os filmes "América" e "Mosquito", João Nuno Pinto regressa aos grandes ecrãs para expor a dura realidade do sul de Portugal. O argumento nasce de uma experiência da guionista Fernanda Polacow e aborda a seca severa, o turismo de massas e a transformação radical da paisagem alentejana.
Choque de realidades numa herdade
A narrativa avança através do conflito entre duas famílias: os donos de uma vasta propriedade e os familiares de uma antiga empregada do local.
A atriz Margarida Marinho dá vida a Francisca, uma ceramista apegada à terra onde reside. Em contraponto, Jorge Andrade veste a pele de Lourenço. Este irmão assume o perfil de um típico "agrobeto", focado em pressionar a venda da herdade e ignorando por completo o destino de quem lá trabalha.
Beatriz Batarda, Rita Cabaço e Luísa Ortigoso completam o elenco principal, dando rosto às tensões humanas criadas pela forte especulação imobiliária.





























