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MUNDO

Bombardeamento em Beirute ameaça implodir acordo histórico entre Irão e Estados Unidos

O iminente acordo diplomático entre o Irão e os Estados Unidos corre o risco de cair por terra. O novo bombardeamento israelita em Beirute ameaça travar as negociações sobre o programa nuclear iranian...

Bombardeamento em Beirute ameaça implodir acordo histórico entre Irão e Estados Unidos
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O iminente acordo diplomático entre o Irão e os Estados Unidos corre o risco de cair por terra. O novo bombardeamento israelita em Beirute ameaça travar as negociações sobre o programa nuclear iraniano e a reabertura do estreito de Ormuz.

O ataque aéreo atingiu em cheio o bairro de Dahiyeh, no sul da capital libanesa. A investida provocou pelo menos três mortos e 15 feridos, reduzindo a escombros vários edifícios residenciais e comerciais.

Ultimato de Teerão

Mohamad Qalibaf, presidente do parlamento e negociador-chefe do Irão, traçou uma linha vermelha. O responsável rejeita continuar o diálogo face à falta de cumprimento de compromissos.

Teerão acusa Washington de dar luz verde à operação militar de Israel. Qalibaf avisa que a tática americana de alternar entre o papel de polícia bom e polícia mau perdeu totalmente a eficácia.

O regime iraniano endureceu as suas exigências. Qualquer entendimento de cessar-fogo com os Estados Unidos obriga agora ao fim imediato das ofensivas israelitas no Líbano.

Retaliação israelita

O governo de Israel justifica o ataque aos subúrbios de Beirute como uma resposta direta aos recentes disparos do Hezbollah. O alvo atingido é historicamente conhecido como o principal reduto do grupo xiita na capital libanesa.

Benjamin Netanyahu mantém uma postura intransigente. Numa declaração conjunta com o ministro da Defesa, Israel Katz, o primeiro-ministro assegurou que o país não vai tolerar ameaças ao seu território.

A escalada de violência agrava a instabilidade na região. Este episódio ocorre apenas uma semana após o Irão ter retaliado contra Israel por ataques semelhantes, mantendo o Médio Oriente sob tensão máxima.

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