Maputo regista apreensão histórica de 3,7 toneladas de fentanil
As autoridades moçambicanas evitaram a entrada de milhares de doses de uma substância altamente letal no país. O Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) intercetou 3,7 toneladas de fentanil...

As autoridades moçambicanas evitaram a entrada de milhares de doses de uma substância altamente letal no país. O Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) intercetou 3,7 toneladas de fentanil e denadryl no aeroporto de Maputo.
Disfarce de falsas vitaminas
A apreensão histórica ocorreu nos armazéns de uma empresa privada nas instalações aeroportuárias. Os traficantes esconderam a carga ilícita em 50 caixas, camufladas com rótulos de multivitaminas.
Os inspetores contabilizaram 1.500 pacotes de droga, pesando cada um cerca de 2,2 quilos.
Rota asiática e tentativa de suborno
O trabalho de inteligência do Sernic desmantelou uma complexa rede internacional. A carga letal partiu da Índia e transitou por Doha antes de aterrar na capital moçambicana.
Para garantir a extração do produto, o grupo criminoso tentou recrutar e corromper funcionários das Alfândegas locais.
Detenções e perigo extremo
As forças de segurança prenderam dois suspeitos centrais. A operação capturou um cidadão moçambicano e o líder do esquema, um homem de nacionalidade nigeriana.
Hilário Lole, porta-voz do Sernic, alertou para o poder destrutivo do fentanil. Este opioide sintético supera largamente a potência da heroína e da cocaína, causando depressão grave do sistema nervoso e risco iminente de morte.
Ação preventiva e intolerância ao crime
Face à letalidade do produto, a equipa de investigação decidiu intervir de imediato. A apreensão antecipada bloqueou qualquer hipótese de desvio da droga ou venda nas ruas.
O Sernic garante manter a pressão máxima sobre as redes criminosas para impedir que Moçambique funcione como um corredor de tráfico internacional.





























