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MUNDO

A tensão no Mar Vermelho desvia petroleiros e leva Donald Trump a ameaçar os rebeldes Houthis

O transporte global de petróleo sofre um forte abalo. Dois grandes petroleiros com crude saudita inverteram a marcha em pleno Mar Vermelho. A manobra drástica responde ao bloqueio imposto pelos rebeld...

A tensão no Mar Vermelho desvia petroleiros e leva Donald Trump a ameaçar os rebeldes Houthis
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O transporte global de petróleo sofre um forte abalo. Dois grandes petroleiros com crude saudita inverteram a marcha em pleno Mar Vermelho. A manobra drástica responde ao bloqueio imposto pelos rebeldes Houthis do Iémen.

A resposta de Washington

A ameaça iemenita gerou indignação imediata nos Estados Unidos. A partir da Casa Branca, Donald Trump deixou um aviso severo. O presidente norte-americano prometeu tratar do grupo armado caso o estrangulamento no Estreito de Bab el-Mandeb avance.

Disrupção nas rotas mundiais

Os navios Xin Long Yang e Rodos abasteceram no porto saudita de Yanbu. As embarcações transportavam milhões de barris para a China e para a Índia. Ao recuarem, seguem agora rumo ao Canal do Suez.

A alteração obriga as tripulações a contornar o continente africano. A nova rota aumenta significativamente o tempo de viagem e os custos de operação. O efeito imediato traduz-se numa subida expressiva do preço dos combustíveis nos mercados internacionais.

Disparo nos custos de segurança

O perigo iminente fez disparar os seguros marítimos por risco de guerra. A seguradora britânica Ambrey classificou a região como zona de alto risco. A empresa aconselha os armadores a evitar a travessia e a reforçar as medidas de proteção a bordo.

O ultimato a Riade

A escalada de violência reflete a instabilidade militar na região. Os Houthis proibiram as transportadoras de utilizar qualquer porto da Arábia Saudita. O grupo armado descreve a ofensiva como uma retaliação direta contra o cerco saudita ao Iémen.

As investidas começaram com o conflito em Gaza, sob a bandeira de solidariedade para com o povo palestiniano. Até ao momento, as gestoras Cosco Shipping e Dynacom Tankers Management não justificaram publicamente o desvio das embarcações.

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