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MUNDO

Acordo de cessar-fogo no Líbano permite a Israel atacar Beirute perante falhas do Hezbollah

As tropas israelitas mantêm as operações militares no sul do Líbano. O novo acordo de cessar-fogo negociado em Washington não trava a ofensiva no terreno.

Acordo de cessar-fogo no Líbano permite a Israel atacar Beirute perante falhas do Hezbollah
Panoramas — Imagem Ilustrativa

As tropas israelitas mantêm as operações militares no sul do Líbano. O novo acordo de cessar-fogo negociado em Washington não trava a ofensiva no terreno.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, confirmou a continuidade da presença militar numa zona de segurança fronteiriça. O entendimento assinado funciona como uma declaração de princípios provisória.

Israel assegura total liberdade de ação. Se o grupo Hezbollah disparar contra o território israelita, as forças de Telavive vão retaliar de forma direta contra a cidade de Beirute. Os Estados Unidos apoiam esta resposta armada.

Controlo territorial e zona desmilitarizada

O pacto exige o fim definitivo dos ataques do movimento pró-iraniano. Os operacionais do Hezbollah precisam de recuar 30 quilómetros a partir da linha de fronteira. O grande objetivo é a criação de uma vasta área desmilitarizada.

A população libanesa continua impedida de regressar às suas aldeias. O porta-voz do exército de Israel, Avichay Adraee, deixou um aviso claro aos civis para evitarem deslocações para a margem sul do rio Zahrani.

Os militares justificam o bloqueio da região com a destruição contínua de bases e armamento da milícia xiita num raio de 40 quilómetros da fronteira.

Emergência humanitária e colapso de tréguas

As delegações negoceiam nos Estados Unidos devido à ausência de laços diplomáticos entre as duas nações. Um cessar-fogo anterior colapsou em poucos dias face a violações constantes e ataques de parte a parte.

A mais recente vaga de violência começou quando o Hezbollah interveio militarmente para apoiar o Irão. A decisão arrastou o território libanês para um cenário de destruição profunda.

O balanço de vítimas reflete a gravidade da guerra. As autoridades governamentais reportam mais de 3400 mortos no Líbano. O conflito provocou também a deslocação forçada de mais de um milhão de habitantes das zonas de risco.

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