PUBLICIDADE
MUNDO

Guerra na Ucrânia só termina com solução política e cedências diplomáticas

A resolução dos conflitos armados atuais passa obrigatoriamente pela via diplomática. Augusto Santos Silva, antigo ministro da Defesa Nacional e dos Negócios Estrangeiros, alerta que a estabilidade gl...

Guerra na Ucrânia só termina com solução política e cedências diplomáticas
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A resolução dos conflitos armados atuais passa obrigatoriamente pela via diplomática. Augusto Santos Silva, antigo ministro da Defesa Nacional e dos Negócios Estrangeiros, alerta que a estabilidade global depende da capacidade de diálogo.

Solução política no território ucraniano

A paz na Europa exige cedências. Santos Silva defende que a Ucrânia deve manter a liberdade para decidir o próprio rumo. Em simultâneo, os negociadores precisam de assegurar as exigências legítimas de segurança da Rússia.

As vitórias militares não bastam. O ex-governante sublinha que os acordos duradouros evitam a humilhação do adversário e acomodam interesses de ambas as partes. As Forças Armadas garantem a defesa no terreno, mas apenas ganham tempo para os diplomatas fecharem os pactos necessários.

O eterno barril de pólvora no Médio Oriente

Longe do leste europeu, a tensão mantém-se máxima. Santos Silva traça um diagnóstico claro sobre a região. O território continuará a ser um foco permanente de violência até a comunidade internacional resolver de forma definitiva a questão palestiniana.

Desafio institucional para a União Europeia

José Miguel Sardica concorda com a via política, mas vê obstáculos no curto prazo. O historiador avisa que faltam condições para a Ucrânia decidir o seu alinhamento internacional de forma totalmente livre.

A resposta exige adaptações em Bruxelas. O mundo das ameaças híbridas obriga a União Europeia a criar estruturas institucionais flexíveis. A inclusão de estados associados surge como uma alternativa viável à tradicional adesão plena de Estados-membros.

Risco elevado de conflito congelado

Os especialistas divergem sobre a evolução da guerra. Helena Ferro Gouveia, analista de risco geopolítico, nota uma estagnação no avanço russo e uma ligeira vantagem ucraniana. A analista teme que o conflito fique estático, considerando esse o pior cenário possível.

Nuno Gouveia afasta a hipótese de um fim próximo. O especialista em política norte-americana destaca antes o fortalecimento dos laços entre Washington e Kiev. Os Estados Unidos mantêm o firme interesse em apoiar a resistência ucraniana contra Moscovo.

Novas táticas e guerras de desgaste

O campo de batalha mudou de forma drástica. João Fonseca Ribeiro, membro da SEDES, aponta a enorme eficácia ucraniana. As forças de Kiev causam pesadas baixas ao inimigo usando uma fração ínfima de recursos humanos. A estratégia atual junta sanções económicas, bloqueios digitais e ataques com meios não tripulados.

O mundo enfrenta uma forte fragilidade global. Catarina Caria conclui que entramos numa era de guerras de desgaste. Os conflitos prolongam-se no tempo, esgotando recursos bélicos e adiando qualquer promessa de paz efetiva.

PUBLICIDADE