A liderança do Fidesz na Hungria mantém-se com Viktor Orbán após colapso eleitoral
A liderança do partido conservador húngaro Fidesz continua entregue a Viktor Orbán. O antigo primeiro-ministro assegurou um novo mandato de um ano durante o congresso do partido em Budapeste.

A liderança do partido conservador húngaro Fidesz continua entregue a Viktor Orbán. O antigo primeiro-ministro assegurou um novo mandato de um ano durante o congresso do partido em Budapeste.
Apesar de ter perdido o poder em maio, após 16 anos na chefia do Governo, Orbán recolheu o apoio quase total dos delegados. Foi o único candidato à presidência e somou 729 votos num universo de 737 possíveis.
Assunção de culpa e estratégia futura
O líder ultranacionalista assumiu a responsabilidade direta pelos erros estratégicos que ditaram o fim da hegemonia do partido. Nas eleições parlamentares de abril, o Fidesz sofreu um revés histórico contra o partido Tisza, liderado por Péter Magyar.
A representação parlamentar do Fidesz caiu de 133 para apenas 52 deputados. Em contraste, o partido Tisza domina agora a assembleia com 141 lugares.
Perante este novo cenário político, Orbán avisou os militantes de que a formação política precisa de adaptação. O objetivo imediato passa por reestruturar o Fidesz e preparar o terreno para um eventual desgaste do atual Executivo de Magyar.
Barreiras legais ao regresso
O regresso de Orbán à chefia do Governo húngaro enfrenta um obstáculo legislativo de peso. O partido Tisza avançou recentemente com um projeto de lei no Parlamento para limitar o cargo de primeiro-ministro a dois mandatos de quatro anos.
A medida tem caráter retroativo. Como Viktor Orbán já cumpriu cinco mandatos, a aprovação deste diploma bloqueia em definitivo uma futura candidatura à liderança do país.
Frente europeia ativa
No plano internacional, o líder húngaro continua a apontar a União Europeia como a principal ameaça à soberania nacional.
Orbán mantém a sua forte agenda externa. O político participa esta quarta-feira num encontro do grupo Patriotas pela Europa, uma força de eurodeputados ultraconservadores que o próprio ajudou a criar.




























