Substituição de 50 diretores clínicos no SNS alerta Ordem dos Médicos
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) regista a saída de cerca de 50 diretores clínicos desde o início de 2024. A vaga de substituições ocorre no mesmo ano em que o modelo das Unidades Locais de Saúde (UL...

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) regista a saída de cerca de 50 diretores clínicos desde o início de 2024. A vaga de substituições ocorre no mesmo ano em que o modelo das Unidades Locais de Saúde (ULS) avançou para todo o país.
A Ordem dos Médicos manifesta enorme apreensão perante esta rotação constante nos conselhos de administração. A instituição avisa que alterar frequentemente as lideranças agrava a instabilidade de um sistema de saúde já muito pressionado.
Falta de estabilidade nas unidades públicas
Os hospitais e centros de saúde portugueses enfrentam carências estruturais crónicas. O volume das listas de espera e a escassez de médicos exigem uma gestão sólida, focada na continuidade do serviço aos doentes.
Os profissionais alertam que a dança de cadeiras nos cargos de direção bloqueia a eficácia das ULS. O Ministério da Saúde precisa de priorizar a criação de equipas previsíveis e valorizadas.
O aviso do bastonário
Carlos Cortes, bastonário da Ordem dos Médicos, descarta mudanças de cosmética. O responsável sublinha que a crise no setor não se resolve com respostas imediatistas ou trocas sucessivas de diretores.
O líder dos médicos exige medidas concretas para fixar o talento clínico no setor público. O caminho obriga a garantir quadros completos, promover a autonomia técnica e construir uma organização eficiente.
A defesa do SNS passa obrigatoriamente por cuidar de quem assume as lideranças e dos profissionais que mantêm os serviços de portas abertas todos os dias.





























