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Ilhas Canárias recebem apelo do Papa Leão XIV para travar naufrágio silencioso de migrantes

O drama da imigração marcou o fim da visita histórica do Papa Leão XIV a Espanha. Em Tenerife, o pontífice deixou um aviso claro contra o "naufrágio silencioso" que atinge quem sobrevive à perigosa tr...

Ilhas Canárias recebem apelo do Papa Leão XIV para travar naufrágio silencioso de migrantes
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O drama da imigração marcou o fim da visita histórica do Papa Leão XIV a Espanha. Em Tenerife, o pontífice deixou um aviso claro contra o "naufrágio silencioso" que atinge quem sobrevive à perigosa travessia marítima.

Após 15 anos sem uma visita papal ao país, Leão XIV escolheu o arquipélago para cumprir uma promessa do seu antecessor, o Papa Francisco. O objetivo centrou-se em dar visibilidade mundial à crise das embarcações precárias.

Uma rota marcada pela tragédia

Os números oficiais revelam a dimensão do problema migratório. Só em 2025, quase 18 mil pessoas chegaram às costas das Canárias em 'pateras'.

O mar exige um preço extremamente alto. No ano passado, cerca de 3.100 pessoas perderam a vida na tentativa de alcançar a Europa. Organizações não-governamentais classificam agora esta travessia como a rota migratória mais mortal do planeta.

A integração como via de duplo sentido

Perante mais de 30 mil fiéis no Porto de Santa Cruz de Tenerife, o líder católico defendeu que o acolhimento exige ações concretas. A dignidade humana tem de orientar qualquer política de integração.

O Papa recusou a ideia de criar mundos paralelos. Explicou que a verdadeira integração reconstrói o futuro sem apagar a identidade cultural de quem chega.

A responsabilidade também recai sobre os recém-chegados. Leão XIV pediu um esforço aos migrantes para aprenderem a língua local, respeitarem as leis e participarem ativamente na comunidade de acolhimento.

O apelo direto à comunidade cristã

O pontífice pediu aos católicos para não reduzirem a crise a uma mera tarefa social. Condenou a indiferença perante os cemitérios no mar e o abandono dos sobreviventes após o desembarque.

O isolamento social representa o temido segundo naufrágio. O Papa alertou que a extrema vulnerabilidade atrai aproveitadores e exige uma resposta firme das instituições locais.

A deslocação de uma semana a Espanha incluiu ainda paragens em Madrid, onde discursou no parlamento, e em Barcelona, com uma homenagem à obra de Antoni Gaudí na icónica Sagrada Família.

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