Angola inicia na segunda-feira a atualização do registo eleitoral para as eleições de 2027
A partir da próxima segunda-feira, dia 15, os cidadãos angolanos com 18 ou mais anos devem atualizar os seus dados eleitorais. O processo prolonga-se até 31 de março de 2027 e abrange tanto os residen...

A partir da próxima segunda-feira, dia 15, os cidadãos angolanos com 18 ou mais anos devem atualizar os seus dados eleitorais. O processo prolonga-se até 31 de março de 2027 e abrange tanto os residentes no país como a diáspora.
O objetivo principal desta operação é realizar a prova de vida dos eleitores. Esta medida pretende reduzir a abstenção e garantir uma base de dados fiável para as eleições gerais de 2027.
A atualização rigorosa permite à Comissão Nacional Eleitoral organizar as assembleias de voto com precisão e alocar os recursos necessários em tempo útil.
Como fazer a prova de vida
Os eleitores devem deslocar-se aos Balcões Únicos de Atendimento ao Público (BUAP). Estes espaços funcionam nas administrações municipais e comunais, além das missões diplomáticas e consulares no estrangeiro.
Para confirmar os dados, basta apresentar o cartão de eleitor, o Bilhete de Identidade ou o passaporte. O Governo angolano esclarece que os documentos caducados também são aceites.
Durante este ciclo preparatório não haverá lugar à emissão de novos cartões de eleitor.
Reforço na emissão de documentos
Quem não possui qualquer identificação terá de tratar do Bilhete de Identidade. Para facilitar este passo, o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos vai intensificar o registo de nascimento.
Várias brigadas móveis vão percorrer o país para chegar às comunidades mais isoladas. Os cidadãos sem documentos podem assim regularizar a sua situação de forma célere.
Atualmente, existem mais de 100 mil Bilhetes de Identidade por levantar nos postos de identificação nacionais e na diáspora.
Mais de 16 milhões de eleitores previstos
A meta do Governo passa por abranger um universo de 16.707.455 cidadãos na base de dados eleitoral.
Na fase de arranque, o processo conta com 254 BUAP espalhados pelas 21 províncias e mobiliza 1.265 brigadistas.
O planeamento final prevê a operação de 634 balcões e uma equipa superior a 10 mil pessoas, preparadas para receber o público e ir ao encontro das populações locais.




























