A privatização da TAP avança para a fase final após a conclusão do plano de reestruturação
A corrida à compra da companhia aérea portuguesa entra agora na fase decisiva. A transportadora fechou oficialmente o plano de reestruturação exigido pela Comissão Europeia. O ministro das Infraestrut...

A corrida à compra da companhia aérea portuguesa entra agora na fase decisiva. A transportadora fechou oficialmente o plano de reestruturação exigido pela Comissão Europeia. O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, assegura que a empresa está "totalmente preparada" para a privatização parcial.
O fim das amarras europeias
O caminho para a venda exigiu arrumar a casa. A transportadora cumpriu os rigorosos requisitos de Bruxelas definidos em 2021.
A empresa devolveu 24,99 milhões de euros ao Estado no início de junho. O pagamento resultou do compromisso assumido por Portugal para alargar o prazo de venda das participações em empresas parceiras.
Venda de ativos concluída
A alienação de negócios paralelos foi essencial neste processo. A TAP entregou 51% do capital da Cateringpor à empresa suíça Gate Gourmet.
Em simultâneo, cedeu a totalidade da sua quota na SPdH, antiga Groundforce, à Menzies. Estas operações encerram as contrapartidas impostas pela injeção de 3,2 mil milhões de euros de apoios estatais durante a pandemia.
A grande disputa ibérica
O Governo português prevê alienar até 49,9% do capital da transportadora. O Estado manterá a posição de acionista maioritário após a conclusão do negócio.
Lufthansa e Air France-KLM lideram as intenções de compra. As propostas finais das duas companhias devem dar entrada até ao final do próximo mês.
A Air France-KLM já intensificou a pressão pública sobre o negócio. Benjamin Smith, presidente executivo do grupo franco-neerlandês, alertou que existem três grandes grupos europeus para apenas dois grandes centros de operações na Península Ibérica. Uma das gigantes europeias ficará inevitavelmente sem parceiro.




























