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MUNDO

Morte de soldado da ONU no Líbano leva Guterres a alertar para crimes de guerra

António Guterres alerta que os ataques contra as forças da ONU podem configurar crimes de guerra. O aviso do secretário-geral das Nações Unidas surge após a morte de um soldado sérvio da missão de paz...

Morte de soldado da ONU no Líbano leva Guterres a alertar para crimes de guerra
Panoramas — Imagem Ilustrativa

António Guterres alerta que os ataques contra as forças da ONU podem configurar crimes de guerra. O aviso do secretário-geral das Nações Unidas surge após a morte de um soldado sérvio da missão de paz no sul do Líbano (FINUL).

Tragédia em Marjayoun

Um disparo de morteiro atingiu na quarta-feira a posição da FINUL perto da localidade de Marjayoun. O impacto vitimou o sargento sérvio Milovan Jovanivic. Dois soldados espanhóis sofreram ferimentos no mesmo incidente.

As equipas de emergência transferiram o militar sérvio para um hospital em Beirute com ferimentos graves. O sargento acabou por falecer na capital libanesa.

A ONU emitiu uma nota oficial para expressar condolências à família da vítima e ao Governo da Sérvia. O documento deseja também uma rápida recuperação aos militares espanhóis.

Violência ameaça missão de paz

A força internacional destacada no Líbano já perdeu sete operacionais desde o agravamento dos confrontos em março. A missão regista ainda vários feridos nas suas fileiras.

O líder da ONU exige o fim imediato dos ataques contra o pessoal das Nações Unidas. Guterres classifica estas ações como violações graves do direito internacional humanitário.

Necessidade de responsabilização

Guterres apela a uma investigação rápida ao incidente. O secretário-geral defende que a justiça deve processar e responsabilizar os autores do ataque.

A missão de paz atua no terreno sensível entre a fronteira de Israel e o rio Litani. Esta zona regista combates intensos entre as tropas israelitas e os militantes do Hezbollah.

A FINUL não conseguiu, até ao momento, identificar a origem do disparo fatal. António Guterres pressiona todas as partes do conflito a respeitarem a cessação das hostilidades e a garantirem a inviolabilidade das instalações das Nações Unidas.

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