Nigéria sofre novo ataque armado que vitimou mortalmente 17 agricultores
Um ataque brutal na Nigéria vitimou 17 agricultores no estado de Zamfara, situado no noroeste do país. Homens armados abriram fogo contra os trabalhadores rurais na aldeia isolada de Goron Namaye, dei...

Um ataque brutal na Nigéria vitimou 17 agricultores no estado de Zamfara, situado no noroeste do país. Homens armados abriram fogo contra os trabalhadores rurais na aldeia isolada de Goron Namaye, deixando ainda cinco pessoas feridas.
Táticas de terror no campo
Os agressores chegaram às terras agrícolas conduzindo motas. Fizeram-se passar por visitantes comuns para evitar qualquer suspeita inicial. Sem aviso prévio, dispararam sobre os camponeses que preparavam as terras.
Abubakar Jarra, líder comunitário local, atestou o número de 17 vítimas mortais. Confirmou também a existência de cinco feridos, três dos quais em estado crítico. O administrador político do distrito de Maradun, Sanusi Dosara, recebeu os mesmos relatórios trágicos durante a manhã.
Ameaça direta ao abastecimento de alimentos
A época das chuvas acaba de começar, um período crítico para a agricultura local. O clima de terror força os trabalhadores rurais a abandonar as plantações. Esta fuga em massa coloca em risco o abastecimento alimentar da nação mais populosa de todo o continente africano.
Os grupos armados e fações extremistas dominam várias zonas do norte e centro da Nigéria. Impõem taxas abusivas a quem tenta cultivar e usam os raptos como forma de financiamento contínuo.
Negociações falhadas e o alerta do FMI
Apenas alguns dias antes, 39 idosos do distrito de Maradun acabaram sequestrados. O grupo deslocava-se ao acampamento de um líder criminoso para tentar firmar um acordo de paz. Procuravam apenas garantir a segurança necessária para iniciar os trabalhos agrícolas.
A gravidade da situação motivou um aviso sério do Fundo Monetário Internacional (FMI). A instituição sublinhou que a instabilidade generalizada compromete as receitas fiscais e afeta as exportações. A consequência final reflete-se no agravamento extremo da pobreza e na escassez de comida para a população.





























