O Peru enfrenta um impasse eleitoral após candidato da extrema-direita rejeitar derrota
A corrida para a segunda volta das eleições no Peru ganha novos contornos de tensão. Rafael López Aliaga, candidato da extrema-direita, recusa aceitar a eliminação e promete não reconhecer o próximo g...

A corrida para a segunda volta das eleições no Peru ganha novos contornos de tensão. Rafael López Aliaga, candidato da extrema-direita, recusa aceitar a eliminação e promete não reconhecer o próximo governo.
Ultimato às autoridades eleitorais
O antigo presidente da Câmara de Lima exige que a Junta Nacional Eleitoral (JNE) convoque novas eleições no prazo máximo de 48 horas. A exigência surge a poucos dias do anúncio oficial dos resultados, agendado para domingo.
A matemática eleitoral dita o fim da linha para o ultraconservador. Roberto Sánchez, candidato de esquerda, garantiu a passagem à segunda volta com uma margem mínima de 18.800 votos. Sánchez alcançou 12% da preferência, contra os 11,9% de Aliaga.
Faltam processar apenas 55 atas, correspondentes a cerca de 16.500 votos. A inversão do cenário atual revela-se estatisticamente impossível.
Acusações esbarram na falta de provas
López Aliaga alega o desaparecimento de atas de apuramento e classifica todo o processo como fraudulento. O candidato promete contestar a lista final da JNE e descarta a legitimidade da futura liderança do país.
A missão de observação da União Europeia contraria esta narrativa de fraude. Os peritos europeus notaram falhas logísticas graves, mas sublinharam a ausência de qualquer prova objetiva de manipulação.
Problemas de organização afetaram fortemente a primeira volta. Atrasos na distribuição de material eleitoral impediram 50 mil peruanos de votar no dia marcado, forçando as autoridades a prolongar o escrutínio.
Disputa final nas ruas de Lima
Keiko Fujimori e Roberto Sánchez já mobilizam o eleitorado com ações de campanha na capital. A candidata de direita venceu a primeira volta com 17,1% e avança para a sua quarta tentativa de chegar à presidência. Roberto Sánchez estreia-se numa segunda volta presidencial.
Mais de 27 milhões de eleitores enfrentam a obrigação legal de votar neste escrutínio. A votação serve ainda para restaurar o sistema parlamentar bicameral, uma estrutura que o Peru abandonou em 1990.



























