O Médio Tejo prepara um ataque de choque contra incêndios num verão ameaçado por florestas bloqueadas
O risco de incêndio no Médio Tejo atinge níveis críticos este verão. As tempestades recentes derrubaram centenas de árvores e bloquearam acessos florestais vitais. Para travar o avanço das chamas, a p...

O risco de incêndio no Médio Tejo atinge níveis críticos este verão. As tempestades recentes derrubaram centenas de árvores e bloquearam acessos florestais vitais. Para travar o avanço das chamas, a proteção civil aposta num ataque inicial rápido e no uso inédito de retardantes aéreos.
Acessos bloqueados agravam perigo florestal
A queda de árvores transformou as florestas da região num autêntico barril de pólvora. O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil, David Lobato, avisa que os caminhos obstruídos atrasam a chegada dos bombeiros.
Concelhos como Ourém, Sardoal, Abrantes e Ferreira do Zêzere sofrem com este obstáculo. Uma demora de poucos minutos obriga as equipas a enfrentar chamas de grandes dimensões em locais de difícil progressão.
Nova tática com retardantes aéreos
Para contornar as barreiras no terreno, o dispositivo ganha força no ar. O uso de produto retardante assume um papel central no combate aos fogos rurais em 2026.
Helicópteros ligeiros e médios passam a largar esta substância química. Os centros de meios aéreos de Proença-a-Nova e Cernache juntam-se a Santarém para abastecer as aeronaves e acelerar a criação de faixas de contenção.
Falta de bombeiros reduz equipas
O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) sofre um ligeiro corte operacional. A região perde uma equipa de combate e outra de apoio logístico face ao ano anterior.
A escassez de recursos humanos nos quartéis justifica esta quebra. Ainda assim, a estrutura mantém 136 equipas e 448 operacionais no terreno durante a fase mais crítica, entre julho e setembro.
Força máxima no primeiro impacto
A estratégia foca-se em posicionar os meios no terreno antes de o fogo deflagrar. As equipas aguardam nas zonas de maior risco para garantir um envio imediato de recursos ao primeiro sinal de fumo.
As autoridades apontam o dedo à negligência e ao crime. O incendiarismo continua a liderar as causas das ignições na região, exigindo vigilância extrema e ação rápida para evitar novas catástrofes.



























