A desflorestação da Mata Atlântica brasileira atinge em 2025 o valor mais baixo da história
A destruição da Mata Atlântica brasileira atingiu um marco histórico em 2025. Pela primeira vez em 40 anos de monitorização, a perda anual de florestas maduras ficou abaixo dos 10 mil hectares.

A destruição da Mata Atlântica brasileira atingiu um marco histórico em 2025. Pela primeira vez em 40 anos de monitorização, a perda anual de florestas maduras ficou abaixo dos 10 mil hectares.
Os dados constam do Atlas dos Remanescentes Florestais, produzido pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Os números confirmam uma forte tendência de proteção deste bioma vital.
Quebra sem precedentes na destruição
A supressão de vegetação madura caiu 40% em relação ao período anterior. A área devastada passou de 14.366 para 8.668 hectares, uma extensão equivalente a cerca de 87 quilómetros quadrados.
O Sistema de Alertas de Desmatamento revelou também uma redução de 28% na perda florestal global da região. A área total afetada desceu de 53.303 para 38.385 hectares, o valor mais baixo dos últimos quatro anos de acompanhamento.
Fiscalização aperta o cerco
A Fundação SOS Mata Atlântica atribui esta descida à pressão pública e à adoção de políticas ambientais rigorosas. A mobilização da sociedade civil e o aumento da ação das autoridades travaram o avanço da exploração.
A Operação Mata Atlântica em Pé destaca-se entre as medidas aplicadas. O governo utilizou embargos remotos e cortou o acesso a crédito bancário para proprietários com áreas desflorestadas ilegalmente.
Agropecuária domina ocupação dos solos
Apesar das melhorias, a ameaça persiste no terreno. A agropecuária absorveu 96% das florestas destruídas no último ano. A organização sublinha que a esmagadora maioria destas conversões apresenta fortes indícios de ilegalidade.
O levantamento mostra um recuo da devastação em 11 dos 17 estados brasileiros que integram o bioma. Bahia e Piauí lideram as descidas mais expressivas, mas continuam entre os principais responsáveis pelas perdas.
No balanço final, os estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bahia e Piauí concentram 89% de toda a área desflorestada em 2025.



























