Havana acolhe encontro inédito entre o diretor da CIA e o regime cubano
Um avião do Governo norte-americano aterrou na capital de Cuba pela primeira vez desde 2016. A bordo seguia John Ratcliffe, diretor da agência de informações dos Estados Unidos (CIA), para conduzir ne...

Um avião do Governo norte-americano aterrou na capital de Cuba pela primeira vez desde 2016. A bordo seguia John Ratcliffe, diretor da agência de informações dos Estados Unidos (CIA), para conduzir negociações diretas com altos responsáveis do país.
Condições e exigências cruzadas
A comitiva dos Estados Unidos mostrou abertura para debater a situação económica e a segurança regional. Contudo, Ratcliffe deixou claro que qualquer avanço nas relações bilaterais depende de alterações profundas na forma como o Governo cubano atua.
Do lado oposto, o regime comunista aproveitou a visita para afastar acusações. As autoridades de Havana entregaram documentação para provar que a ilha não representa um perigo para a segurança nacional norte-americana. O objetivo principal desta manobra é forçar a retirada de Cuba da lista de Estados patrocinadores do terrorismo.
Negociações com a cúpula da segurança
A agenda de trabalhos focou-se nos altos quadros do Ministério do Interior e dos serviços de informação. Ratcliffe reuniu-se diretamente com o ministro Lázaro Álvarez Casas.
Outra presença de destaque à mesa das negociações foi Raúl Rodríguez Castro. O neto do ex-líder Raúl Castro desempenha atualmente funções de conselheiro de segurança em Havana, depois de ter liderado a estrutura equivalente aos serviços secretos de Cuba.
Ameaças de bloqueio mantêm alerta máximo
A tentativa de diálogo contrasta com a recente escalada de tensões entre os dois países. A imposição de um bloqueio energético rigoroso por parte de Washington continua a asfixiar a economia da ilha das Caraíbas.
A administração de Donald Trump subiu o tom ao prometer impor tarifas contra qualquer nação que forneça petróleo a Cuba e chegou mesmo a sugerir uma intervenção. Perante este cenário hostil, o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, avisou que as forças do país estão prontas para o combate caso a ameaça se concretize.



























