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MUNDO

Prisões israelitas acumulam denúncias da ONU por tortura e mortes de palestinianos

Mais de 90 palestinianos morreram nas prisões israelitas desde outubro de 2023 sem qualquer investigação oficial. Os dados alarmantes integram um novo aviso das Nações Unidas que aponta falhas graves ...

Prisões israelitas acumulam denúncias da ONU por tortura e mortes de palestinianos
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Mais de 90 palestinianos morreram nas prisões israelitas desde outubro de 2023 sem qualquer investigação oficial. Os dados alarmantes integram um novo aviso das Nações Unidas que aponta falhas graves ao sistema prisional de Israel.

As denúncias revelam um padrão de abusos severos. Alice Jill Edwards, relatora especial da ONU, expôs um cenário de violência que inclui choques elétricos, privação de sono e subnutrição.

Cenário de violência nas prisões

A especialista documentou 52 casos de agressões físicas extremas e 33 situações de violência sexual. As medidas de emergência ativadas após os ataques de outubro agravaram as condições de detenção.

Os detidos enfrentam isolamento prolongado e métodos de contenção excessivos. As autópsias confirmam a brutalidade dos atos. Vários corpos apresentavam costelas fraturadas, hemorragias internas e órgãos lacerados.

Alice Jill Edwards acusa as autoridades de desrespeitarem o dever humanitário básico. A relatora exige investigações transparentes e a responsabilização criminal dos agressores.

Impunidade do sistema

Os números refletem uma inação generalizada da justiça. Os serviços secretos israelitas receberam 1.680 queixas formais por abusos, mas nenhum caso resultou em acusação.

Israel mantém atualmente mais de 9.000 palestinianos detidos. Destes, apenas 2.200 cumprem penas com condenação judicial.

A ONU alargou também o âmbito das investigações na região. A equipa analisa agora queixas de tortura cometidas pelo Hamas e pela Jihad Islâmica na Faixa de Gaza, além de abusos atribuídos à Autoridade Palestiniana na Cisjordânia.

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