Luanda prepara a abertura de dois museus dedicados à memória histórica nacional
A capital angolana recebe nos próximos anos dois novos espaços culturais para preservar a história do país. O ministro da Cultura de Angola, Filipe Zau, anunciou os projetos durante o encerramento da ...

A capital angolana recebe nos próximos anos dois novos espaços culturais para preservar a história do país. O ministro da Cultura de Angola, Filipe Zau, anunciou os projetos durante o encerramento da primeira Jornada Nacional dos Museus. As novas infraestruturas vêm reforçar a rede nacional, que dispõe atualmente de 15 polos museológicos.
O novo Museu da Resistência
As obras do Museu da Resistência arrancam até ao final deste ano. A colocação da primeira pedra deve acontecer em novembro. O espaço vai nascer nos terrenos do antigo mercado Roque Santeiro, no município do Sambizanga. A exposição vai documentar o período histórico compreendido entre 1482 e a assinatura dos acordos de paz.
A Arab Contractors apoia a execução da obra, trazendo a experiência acumulada na construção do Grande Museu do Egito. O projeto integra o futuro Bairro Cultural de Luanda, um complexo que reúne também a Biblioteca Nacional de Angola e o Museu de Arte Contemporânea. O Governo não divulgou os custos da empreitada.
Fortaleza do Penedo acolhe Museu da Libertação
A histórica Fortaleza de São Francisco do Penedo transforma-se no Museu da Luta pela Libertação Nacional. A abertura oficial está planeada para 2026. O edifício possui uma pesada carga simbólica, pois funcionou como cadeia para presos políticos durante a ditadura do Estado Novo.
O Governo português assegura o financiamento de 34 milhões de euros para reabilitar e apetrechar o monumento. O acordo avançou em dezembro de 2023. O então ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João Gomes Cravinho, e o ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, assinaram o memorando de entendimento na capital angolana.
João Gomes Cravinho sublinhou a forte relação simbiótica entre a luta pela liberdade em território angolano e em Portugal. A conversão da fortaleza ganha ainda mais relevo por coincidir com o ano em que se celebraram os 50 anos da revolução do 25 de Abril.





























