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SAUDE

Portugal regista mais de 1,6 milhões de utentes sem médico de família

O número de utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) sem clínico geral não para de crescer. Os dados do portal da transparência, referentes a março, revelam que 1,6 milhões de portugueses não têm mé...

Portugal regista mais de 1,6 milhões de utentes sem médico de família
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O número de utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) sem clínico geral não para de crescer. Os dados do portal da transparência, referentes a março, revelam que 1,6 milhões de portugueses não têm médico de família atribuído.

Este valor representa 15% das pessoas inscritas nos cuidados de saúde primários. Em comparação com o mês de dezembro, há agora mais 37 mil pessoas nesta situação de vulnerabilidade.

Atrasos nas novas unidades de saúde

O plano de emergência do Governo prometia abranger 360 mil utentes até ao final do ano passado. A estratégia passava por abrir Unidades de Saúde Familiar modelo C (USF-C), geridas pelos setores social e privado.

A realidade mostra que o processo sofre atrasos significativos. Existem apenas duas unidades adjudicadas, em Torres Vedras e Sines, mas nenhuma abriu portas aos doentes.

As convenções com especialistas em medicina geral e familiar também continuam pendentes. O Governo recuou e reduziu as metas definidas para a cobertura médica. A promessa feita em setembro de 2024 transita agora para as Grandes Opções referentes ao período de 2025 a 2029.

Crise em Lisboa e envelhecimento da classe

A falta de profissionais atinge com maior gravidade a região de Lisboa e Vale do Tejo. O Algarve e o Alentejo aparecem logo de seguida na lista das zonas mais carenciadas.

A Ordem dos Médicos aproveitou o Dia Mundial do Médico de Família para expor o envelhecimento da classe. O país conta com nove mil especialistas na área, mas 45% destes profissionais já ultrapassaram os 65 anos.

Catarina Empis, representante da Ordem, exige novos atrativos para manter os médicos no SNS. A dirigente pede regras de contratação mais flexíveis para travar a saída de especialistas para outras áreas médicas ou para o setor privado.

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