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A corrida ao petróleo na Amazónia leva Lula da Silva a antecipar-se a Donald Trump

A corrida às reservas de petróleo na Margem Equatorial tornou-se uma prioridade estratégica para o Governo brasileiro. O Presidente Lula da Silva garantiu que a Petrobras vai avançar com a extração na...

A corrida ao petróleo na Amazónia leva Lula da Silva a antecipar-se a Donald Trump
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A corrida às reservas de petróleo na Margem Equatorial tornou-se uma prioridade estratégica para o Governo brasileiro. O Presidente Lula da Silva garantiu que a Petrobras vai avançar com a extração na costa do Amapá para evitar qualquer interferência estrangeira no território.

O líder brasileiro justificou a urgência do projeto com a necessidade de proteger a riqueza nacional, localizada a 500 metros da costa. Durante o anúncio de mais de seis mil milhões de euros em investimentos da Petrobras em São Paulo, Lula da Silva apontou baterias a Donald Trump. O chefe de Estado recordou as ambições do norte-americano sobre a Gronelândia e o Canal do Panamá como um aviso claro para a necessidade de ocupar a zona de forma preventiva.

O braço de ferro com os ambientalistas

A Bacia da Foz do Amazonas representa uma área vital para a expansão das reservas energéticas do Brasil. O otimismo do Governo choca, no entanto, com a oposição feroz de organizações ecologistas e do Ministério Público Federal (MPF).

A região alberga uma biodiversidade de extrema sensibilidade. O avanço das perfurações coloca em risco mangais, recifes de coral, territórios indígenas e espécies marinhas em vias de extinção. Face a estes perigos, o MPF exigiu a suspensão imediata da licença da Petrobras, alegando omissões graves no Estudo de Impacto Ambiental e recordando uma fuga detetada no início do ano.

Divisões profundas no executivo

O dossier da exploração petrolífera expôs uma fratura no atual mandato de Lula da Silva. O Ministério do Ambiente e das Mudanças Climáticas tenta impor limites às intenções do Ministério de Minas e Energia.

Alexandre Silveira, titular da pasta da energia, critica abertamente os entraves burocráticos e ambientais. O ministro alerta que o Brasil perde dinheiro diariamente, enquanto a vizinha Guiana extrai petróleo de forma intensiva na mesma bacia geológica.

Lula da Silva desvaloriza as críticas e promete responsabilidade máxima na operação. O Presidente assegura que o país tem o maior cuidado do mundo com a Amazónia e tenciona usar os lucros da extração para financiar o desenvolvimento nacional.

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