PUBLICIDADE
SAUDE

Estados Unidos ativam interdição de entradas para travar novo surto de Ébola

Os Estados Unidos ativaram uma lei de saúde pública rara para suspender a entrada de viajantes vindos de três países africanos. A decisão surge 24 horas após a Organização Mundial de Saúde (OMS) class...

Estados Unidos ativam interdição de entradas para travar novo surto de Ébola
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Os Estados Unidos ativaram uma lei de saúde pública rara para suspender a entrada de viajantes vindos de três países africanos. A decisão surge 24 horas após a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificar os novos surtos de Ébola como uma Emergência de Saúde Pública internacional.

A medida vigora durante 30 dias. As autoridades norte-americanas visam travar a importação do vírus e bloqueiam a entrada de quem esteve na República Democrática do Congo (RDC), Uganda ou Sudão do Sul nas últimas três semanas. O serviço de emissão de vistos para estas regiões também sofre interrupções.

O regresso da regra pandémica

Para aplicar este bloqueio, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) invocou o Título 42. Esta legislação sanitária de 1944 apenas teve uso numa outra ocasião na história recente: durante a pandemia de Covid-19.

A interdição afeta cidadãos estrangeiros. Ficam isentos os cidadãos norte-americanos, residentes permanentes, militares e diplomatas. Estes grupos autorizados terão de passar por exames médicos rigorosos à chegada. O CDC reforçou ainda a prontidão hospitalar e o rastreio de contactos nos aeroportos do país.

Uma estirpe sem tratamento

A estirpe Bundibugyo causa o atual surto e já provocou mais de 90 mortes. A organização Médicos Sem Fronteiras estima uma taxa de mortalidade entre 25% e 40%. A principal preocupação prende-se com a ausência de vacinas ou tratamentos específicos para esta variante letal.

O período de incubação do vírus atinge os 21 dias. O CDC alerta que esta longa janela temporal permite aos infetados viajarem internacionalmente sem apresentar qualquer sintoma, o que dificulta a deteção nos controlos habituais de fronteira.

Apesar destas medidas preventivas rigorosas, as autoridades de saúde avaliam o risco imediato para a população norte-americana como baixo. O vírus transmite-se exclusivamente através do contacto direto com fluidos corporais de doentes ou materiais contaminados.

PUBLICIDADE