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SAUDE

A República Democrática do Congo regista um surto mortal de Ébola e leva Portugal a desaconselhar viagens

A República Democrática do Congo enfrenta uma emergência de saúde pública continental devido a um novo surto de Ébola. A gravidade da situação levou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) portug...

A República Democrática do Congo regista um surto mortal de Ébola e leva Portugal a desaconselhar viagens
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A República Democrática do Congo enfrenta uma emergência de saúde pública continental devido a um novo surto de Ébola. A gravidade da situação levou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português a emitir um alerta urgente aos cidadãos nacionais.

O Governo desaconselha qualquer viagem não essencial ao país africano. O aviso oficial surge após a identificação da variante Bundibugyo na região de Ituri, no leste do território congolês. As autoridades de saúde sublinham que não existe vacina nem tratamento eficaz contra esta estirpe específica.

Alerta internacional máximo

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de África elevou o nível de preocupação e classificou a crise como uma emergência continental. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanhou a decisão, emitiu um aviso global e convocou o seu comité de urgência.

A epidemia apresenta números alarmantes de progressão. Os dados oficiais mais recentes da República Democrática do Congo confirmam 131 vítimas mortais e 513 casos suspeitos de infeção.

O contágio já ultrapassou as fronteiras do país vizinho de Angola. O Uganda reportou uma vítima mortal e o Sudão do Sul confirmou o primeiro caso positivo.

Precauções e historial do vírus

O MNE avisa que as deslocações estritamente necessárias exigem medidas de segurança excecionais. A estirpe Bundibugyo representa um enorme desafio médico e torna a prevenção a única ferramenta de defesa.

O vírus transmite-se através do contacto direto com sangue ou fluidos corporais de humanos ou animais infetados. A doença provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, vómitos e hemorragias internas agudas.

O continente africano sofre com o impacto constante destas epidemias. Nos últimos 50 anos, a patologia provocou mais de 15 mil mortes, com uma taxa de letalidade histórica que oscila entre os 25% e os 90%.

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