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POLITICA

Câmara de Vila Nova de Gaia recusa pedir desculpa por ataques à imprensa

Vila Nova de Gaia mantém a recusa em pedir desculpa à imprensa após a polémica sobre a abertura de concursos públicos. O vice-presidente da autarquia, Firmino Pereira, defende que a equipa camarária n...

Câmara de Vila Nova de Gaia recusa pedir desculpa por ataques à imprensa
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Vila Nova de Gaia mantém a recusa em pedir desculpa à imprensa após a polémica sobre a abertura de concursos públicos. O vice-presidente da autarquia, Firmino Pereira, defende que a equipa camarária não tem motivos para recuar nas acusações.

A origem da polémica

A controvérsia começou a 13 de maio com a publicação de uma notícia sobre novas contratações na autarquia. O texto expôs a abertura de concursos para 136 funcionários e 93 cargos de chefia, com base em dados oficiais do Diário da República.

O executivo PSD/CDS-PP/IL acusou rapidamente a agência noticiosa de tentar manipular a informação. Firmino Pereira, que conduziu a última reunião pública, reiterou esta posição e afirmou que a notícia apenas pretendia confundir a opinião pública.

Oposição exige escrutínio

O vereador socialista João Paulo Correia confrontou o vice-presidente durante a sessão camarária. O representante do PS repudiou a postura da equipa liderada por Luís Filipe Menezes perante o trabalho jornalístico.

João Paulo Correia classificou as atitudes do executivo municipal como tiques de autoritarismo. O vereador alertou para a profunda intolerância da câmara face ao escrutínio público e voltou a exigir um pedido de desculpas institucional.

Jornalistas defendem liberdade de imprensa

A Direção de Informação e o Conselho de Redação da agência visada responderam de forma contundente às acusações. Os jornalistas enviaram uma carta ao presidente da câmara a condenar os ataques diretos à instituição.

Os profissionais de comunicação classificaram as declarações do executivo de Menezes como insultos inaceitáveis. A estrutura de redação sublinhou que estas manobras procuram fragilizar a profissão e desvalorizam o papel essencial de uma imprensa livre numa democracia.

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