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São Tomé vive onda de protestos após tribunal entregar liderança da ADI a Américo Ramos

São Tomé vive momentos de tensão após o Tribunal Constitucional entregar a liderança do partido Ação Democrática Independente (ADI) ao primeiro-ministro Américo Ramos. A decisão judicial desencadeou f...

São Tomé vive onda de protestos após tribunal entregar liderança da ADI a Américo Ramos
Panoramas — Imagem Ilustrativa

São Tomé vive momentos de tensão após o Tribunal Constitucional entregar a liderança do partido Ação Democrática Independente (ADI) ao primeiro-ministro Américo Ramos. A decisão judicial desencadeou fortes protestos na sede da força política.

Militantes fiéis ao ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada recusam aceitar a deliberação. O grupo concentra-se nas instalações do partido e promete resistir à mudança de poder no interior da estrutura.

Forte aparato policial isola sede partidária

As autoridades montaram um enorme cordão de segurança. A polícia são-tomense isolou um perímetro de quase um quilómetro em redor da sede da ADI e bloqueou a passagem de viaturas.

Elísio Teixeira, secretário-geral do partido, lidera a contestação nas ruas. O dirigente garante que a atual direção mantém total legitimidade e cumpre um mandato válido até 2028.

O responsável acusa as autoridades de manobras políticas. Sublinha que a direção tomou conhecimento do acórdão através das redes sociais, sem receber qualquer notificação oficial.

Decisão judicial surge após eleições presidenciais

O Tribunal Constitucional validou a eleição de Américo Ramos num acórdão assinado a 16 de julho. O documento apenas tornou-se público um dia após os resultados provisórios das eleições presidenciais.

Carlos Vila Nova venceu o sufrágio contra Nito d’Abreu, o candidato apoiado pela fação de Patrice Trovoada. Este calendário levanta fortes suspeitas entre os contestatários.

Os manifestantes classificam a deliberação como infundada. Criticam a interferência dos tribunais na gestão interna de uma das principais forças políticas do país.

A promessa de uma estrutura renovada

Américo Ramos reclamou a presidência da ADI no final de junho, na sequência de um congresso interno marcado por divisões. A ala de Patrice Trovoada tentou travar o processo através de uma providência cautelar, mas o tribunal rejeitou o pedido.

O líder agora reconhecido pela justiça assume o controlo da estrutura. Promete implementar mudanças profundas para tornar a organização mais democrática e abrir as portas a todos os militantes.

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