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A Venezuela enfrenta uma fatura de 34 mil milhões de euros para reconstruir o país após os sismos

A economia venezuelana corre o risco de estagnar até 2036. Os dois terramotos de junho deixaram um rasto de destruição que exige um investimento massivo. O Banco Mundial avisa que os custos da reconst...

A Venezuela enfrenta uma fatura de 34 mil milhões de euros para reconstruir o país após os sismos
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A economia venezuelana corre o risco de estagnar até 2036. Os dois terramotos de junho deixaram um rasto de destruição que exige um investimento massivo. O Banco Mundial avisa que os custos da reconstrução podem ultrapassar os 34 mil milhões de euros.

Metade da destruição afeta habitações

Os abalos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram duramente a população. A avaliação preliminar revela que 47% dos danos ocorreram em edifícios residenciais. As infraestruturas sofreram 27% do impacto e os prédios não residenciais registaram perdas de 26%.

O norte do país e a capital Caracas concentram os cenários mais críticos. Este é já o desastre sísmico mais mortal na região desde 1812, com mais de cinco mil vítimas mortais confirmadas. Cerca de 17 mil pessoas sofreram ferimentos e 18 mil continuam desalojadas.

Resposta internacional em marcha

O relatório inicial aponta para prejuízos diretos na ordem dos 17,24 mil milhões de euros. Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina, defende uma ação global imediata face à dimensão destes números.

A instituição trabalha agora no terreno em conjunto com vários parceiros. O Governo venezuelano, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) unem esforços para apurar a fatura real da recuperação.

Dívida como motor de crescimento

A falta de investimento ameaça a capacidade produtiva nacional. O Banco Mundial alerta que o Produto Interno Bruto só regressará aos níveis anteriores à tragédia caso exista uma injeção de capital público e privado.

O país enfrenta um dilema financeiro complexo. Contrair novos empréstimos agrava a dívida atual, mas os especialistas consideram esta estratégia vital. Apenas um forte estímulo económico conseguirá acelerar o crescimento e estabilizar as contas públicas a longo prazo.

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