A música portuguesa perde o compasso com a morte do baterista Hugo Vicky Marques aos 51 anos
O velório do baterista Hugo Marques, conhecido no meio musical como Vicky Marques, decorre este fim de semana em Alenquer. O músico faleceu aos 51 anos, deixando um legado de mais de três décadas na m...

O velório do baterista Hugo Marques, conhecido no meio musical como Vicky Marques, decorre este fim de semana em Alenquer. O músico faleceu aos 51 anos, deixando um legado de mais de três décadas na música nacional.
A despedida acontece na Casa Mortuária de Santana da Carnota. No sábado de manhã realiza-se a missa e o funeral, seguindo depois o corpo para o Crematório de Casal de Cambra.
Durante a sua carreira, o artista marcou o ritmo de variadas gerações. A sua versatilidade permitiu-lhe transitar de forma natural entre a pop, o jazz, a música alternativa e o fado.
Palcos mundiais e colaborações de peso
A bateria de Vicky Marques soou nas salas mais prestigiadas do globo. Ao lado de Mariza, o músico participou em mais de 400 concertos espalhados pelos quatro continentes.
Atuou em espaços emblemáticos como o Carnegie Hall em Nova Iorque, a Sydney Opera House e o Royal Festival Hall em Londres.
A sua mestria ficou também imortalizada em trabalhos de grandes vozes nacionais. Gravou e acompanhou ao vivo artistas como Carminho, Ana Moura, Maria João, Mafalda Veiga e João Pedro Pais.
De Arruda dos Vinhos para a comunidade
O impacto do baterista estendeu-se muito além dos grandes espetáculos. Em Arruda dos Vinhos, onde residia, fundou a Start-Up Cultural, um espaço dedicado à incubação de novos talentos artísticos.
A Junta de Freguesia local emitiu uma nota de pesar. A autarquia destacou o vazio cultural deixado pela sua partida e elogiou a sua disponibilidade constante para partilhar conhecimento.
No início deste ano, o músico recebeu uma homenagem em vida. O município deu o nome de Estúdio Hugo 'Vicky' Marques a uma das salas da incubadora.
Uma vida dedicada ao ritmo
A paixão pela percussão despertou na infância. Aos oito anos, improvisava ritmos em baterias criadas com objetos domésticos.
Iniciou a formação oficial aos 12 anos e rapidamente pisou os palcos. A primeira atuação no Teatro Gil Vicente, em Cascais, aconteceu quando tinha apenas 13 anos.
A entrada profissional no circuito de bares de Lisboa deu-se aos 17 anos com a banda SG's. Este projeto dos anos 90 serviu de rampa de lançamento para os contactos que moldaram toda a sua vasta trajetória musical.

























