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POLITICA

Parlamento sob pressão da Iniciativa Liberal para interrogar Luís Neves

A Iniciativa Liberal (IL) quer que Luís Neves quebre o silêncio. O partido avança com um pedido para ouvir o ministro da Administração Interna na Comissão Permanente da Assembleia da República.

Parlamento sob pressão da Iniciativa Liberal para interrogar Luís Neves
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A Iniciativa Liberal (IL) quer que Luís Neves quebre o silêncio. O partido avança com um pedido para ouvir o ministro da Administração Interna na Comissão Permanente da Assembleia da República.

Em causa estão as recentes polémicas sobre a gestão de Luís Neves enquanto liderou a Polícia Judiciária (PJ). Através da rede social X, a IL afirma que a ausência de justificações atingiu um ponto insuportável e exige um esclarecimento público cabal.

O regresso aos trabalhos parlamentares

A Comissão Permanente reúne-se no próximo dia 9 de setembro. Este órgão assegura o funcionamento do Parlamento durante as férias, juntando o presidente da Assembleia da República e representantes de todos os partidos.

A IL tenciona aproveitar esta sessão para confrontar o governante com as suspeitas levantadas a 10 de julho pelo semanário Nascer do Sol.

Obras no Alentejo e negócios com o Estado

O escândalo começou quando foi revelado que Luís Neves contratou a empresa Construbarcelos para remodelar uma casa sua em Odemira. O problema reside no histórico desta construtora com a própria Polícia Judiciária.

Enquanto Luís Neves dirigia a PJ, a mesma empresa arrecadou cerca de 1,9 milhões de euros em contratos públicos de obras. O atual ministro confirmou estes valores numa entrevista recente.

O mistério do reboque apreendido

A situação agravou-se na última sexta-feira. A Polícia Judiciária abriu um inquérito interno para investigar o paradeiro de um atrelado apreendido por tráfico de droga na "Operação Pacoba".

As autoridades encontraram esta galera parqueada em Barcelos e ligada a um camião da Construbarcelos. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já confirmou que existe uma investigação a decorrer sobre a movimentação ilícita destes bens confiscados.

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