A tensão em Moçambique leva Venâncio Mondlane a exigir ao Presidente o fim da carnificina política
A tensão política em Moçambique regressa em força com denúncias graves de perseguição. Venâncio Mondlane, líder do partido Anamola, enviou uma carta aberta ao Presidente da República, Daniel Chapo. O ...

A tensão política em Moçambique regressa em força com denúncias graves de perseguição. Venâncio Mondlane, líder do partido Anamola, enviou uma carta aberta ao Presidente da República, Daniel Chapo. O político exige uma intervenção direta para travar o que classifica como uma verdadeira "carnificina" contra a oposição.
O preço da pacificação
O líder da oposição recorda os esforços do encontro de março de 2025. Mondlane garante que cumpriu a sua palavra para travar os violentos protestos pós-eleitorais de 2024, aceitando os danos para a sua própria reputação. Agora, acusa o regime de usar essa lealdade como pretexto para cometer atrocidades de forma impune contra os seus seguidores.
O ex-candidato presidencial alerta para o risco de um novo colapso social. Um povo sem acesso a vias legais e a canais de participação justos acaba inevitavelmente por procurar formas alternativas de resistência.
Escalada de terror
Os dados apresentados por Venâncio Mondlane ilustram um cenário sombrio. Desde a criação do Anamola, em agosto de 2025, o partido registou mais de 450 ataques contra militantes. A violência política já provocou 56 mortes em poucos meses.
As intimidações ganham força nas vésperas da primeira convenção nacional da força política, agendada para junho de 2026, em Nampula. Semanalmente, multiplicam-se os relatos de raptos e de detenções ilegais de membros do partido.
Aviso às forças de segurança
Mondlane apela diretamente ao Presidente, como autoridade máxima da polícia e da Unidade de Intervenção Rápida. Exige o cessar imediato dos assassinatos e acusa o Estado de recorrer à violência de forma premeditada para silenciar a democracia.
O político assume-se como representante de milhões de cidadãos e recusa abandonar a luta pela liberdade. Para Mondlane, a repressão extrema não resolve o conflito, e todo o sangue derramado servirá apenas de motor para uma nova batalha contra a opressão no país.





























